Soja mantém estabilidade em Chicago nesta 5ª feira e se divide entre financeiro e fundamentos

A estabilidade continua no mercado da soja nesta quinta-feira (29) na Bolsa de Chicago, porém, no início da tarde os preços passaram a operar em campo misto. Perto de 12h10 (horário de Brasília), as cotações recuavam no novembro e no janeiro, enquanto subiam para o maio e o julho. Os primeiros vencimentos seguiam trabalhando acima dos US$ 10,50 por bushel.
Bons números da demanda vieram para amenizar as perdas registradas mais cedo e, principalmente, a despencada do pregão anterior, quando o mercado cedeu mais de 2% pressionado pelo pessimismo do financeiro.
Na semana encerrada em 22 de outubro, as vendas semanais da oleaginosa pelos EUA foram de 1,620,7 milhão de toneladas, enquanto os traders esperavam algo entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas. A China segue como maior compradora do produto norte-americano. Em todo ano comercial, as venda dos EUA chegam a 46,970,2 milhões de toneladas, bem acima do ano passado, nesse mesmo período, quando eram pouco mais de 19 milhões. O USDA estima as exportações totais da soja dos EUA em 59,88 milhões de toneladas.
Os dados partem do boletim semanal de vendas para exportação divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), como acontece tradicionalmente às quintas-feiras.
O mercado revê suas posições diante do pessimismo do financeiro global, mas não desvia a atenção de seus fundamentos. No entanto, o melhor avanço do plantio no Brasil diante de condições de chuvas mais favoráveis, que está entre um dos mais importantes fundamentos, também ajuda a pesar um pouco mais sobre os indicativos.
Há ainda muita atenção sobre os efeitos da segunda onda do coronavírus e dos lockdowns na Europa sobre commodities, índices acionários e a recuperação da economia gloabl, com destaque para o petróleo, que intensifica suas perdas de ontem - de mais de 5% - com novas baixas hoje, que já chegaram a superar os 6%. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), as perdas eram de pouco mais de 3%.
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