Soja perde mais de 1% na CBOT em 4ª feira de baixas generalizadas para as commodities

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago vêm intensificando suas perdas na sessão desta quarta-feira (28) e, perto de 12h (horário de Brasília), as cotações cediam mais de 10 pontos. Assim, o novembro tinha US$ 10,70 e o janeiro/21, US$ 10,65 por bushel. As perdas de mais de 1% acompanhavam baixas também de mais de 1% no trigo e de mais de 2% no milho.
A quarta é de queda generalizada para as commodities e índices acionários diante da forte aversão ao risco que se observa no mercado financeiro internacional, alimentada pelas preocupações e incertezas trazidas pela segunda onda do coronavírus na Europa.
O petróleo também intensifica as perdas - em partes vindas do aumento dos estoques norte-americanos reportados hoje pela Administração de Informações de Energia dos EUA (EIA) - e somente na Bolsa de Nova York cede mais de 5%, com o barril sendo cotado a US$ 37,35. No mesmo momento, o ouro perdia 2%. Os índices acionários europeus e norte-americanos também operam no vermelho, com o S&P registrando seu pior momento em quase dois momentos, como noticia a agência internacional Bloomberg.
A possibilidade de novos lockdowns em países europeus preocupa e coloca em evidência, novamente, o ritmo e a força da recuperação economia mundial depois da pandemia. Durante toda esta semana, os mercados na Europa vêm apresentando baixas consideráveis diante desses novos temores.
Da mesma forma, o dólar disparou nesta quarta-feira. Somente frente ao real, o ganho chegou a superar 1% ao longo da sessão, com a moeda americana sendo cotada a R$ 5,73.
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Para a soja, além da pressão do mercado financeiro, segundo analistas internacionais, os traders também acompanham a melhora do clima no Brasil, dando melhores condições ao plantio.
"O mercado é levemente pressionado com os traders observando as chuvas mais regulares da América do Sul, mas aos mesmo tempo acompanham também a demanda forte da China nos EUA. A força permanece no mercado de grãos, mas há ainda dúvidas sobre como será a transição dos preços da soja na CBOT de outubro para novembro", explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.
Assim, nem mesmo novas vendas informadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foram suficientes para amenizar as perdas da oleaginosa na CBOT. Foram 230 mil toneladas de soja, sendo 110 mil para o Egito e 120 mil para destinos não revelados.
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