Soja retoma parte das perdas e opera com leves altas nesta 3ª feira em Chicago

Os preços da soja voltam a subir na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (22). As cotações subiam entre 5,25 e 5,50 pontos nos principais contratos, com o janeiro valendo US$ 10,32 e o maio/21, US$ 10,21 por bushel. Depois do tombo de ontem, os preços encontram espaço para recuperar parte das perdas.
O mercado segue focado em seus fundamentos, que são bastante positivos neste momento. A demanda segue muito forte e o clima no Brasil ainda exige atenção, dois fatores que dão importante suporte às cotações.
De outro lado, foi iniciada a colheita da soja norte-americana e, de acordo com alguns analistas e consultores de mercado, esse pode ser um ponto de pressão para os futuros da oleaginosa.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras e divulgou os primeiros números da colheita americana de soja, já concluída em 6% até o último domingo (20). O índice do mercado ficou acima da expectativa do mercado, que era de 5%. Há um ano, o índice era de 2% e a média é de 6%.
Ainda sobre a soja, o USDA informou que o índice de lavouras em boas ou excelentes condições foi mantido em 63%, contra 62% de expectativas e 54% há um ano. 59% dos campos estão na fase de desfolha, contra 37% da semana anterior, 29% de 2019 e 50% de média.
"Como a Cerealpar vinha alertando, apesar do mercado internacional ser altista, continua vulnerável a pressão sazonal da colheita nos EUA e plantio no Brasil. Este fator, aliado a um momento de pessimismo no mercado financeiro mundial ontem, levou os fundos de investimento a garantirem parte dos lucros recentes, que chegaram a ser de 10% na soja só em setembro", explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e da TradeHelp.
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