USDA informa nova venda de soja para China e total na semana passa de 1 mi de t

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou novas vendas de soja nesta quarta-feira (9). Foram 370 mil toneladas no total, com 238 mil toneladas para a China e 132 mil para destinos não revelados. Com esse montante, o volume na semana chega a 1,034 milhão de toneladas de soja, com a nação asiática como principal destino.
Como explica a Agrinvest Commodities, "o USDA já reportou, no acumulado desde julho, 8,5 milhões de toneladas de vendas de soja para a China e 9,1 milhões de toneladas de milho". A necessidade do país é grande e continua crescendo, motivada principalmente pela recomposição dos planteis chineses, passado o momento mais severo de pico da Peste Suína Africana.
PERDAS PELO CLIMA
Ao lado do consumo maior, há ainda preocupações entre os produtores chineses com o clima e as perspectivas de que a colheita de milho seja insuficiente para atender à demanda crescente. Chuvas intensas chegaram a importantes regiões produtoras provocaram danos bastante severos e perdas irreversíveis, especialmente nas províncias mais a Nordeste do país.
"Não há nada que possamos fazer. A chuva chegou no momento errado. Ela deveria ter caído 40 dias mais cedo, quando as lavouras precisavam mais", lamenta o produtor chinês Jiang Zhiyou, da província de Heilongjiang, em uma entrevista à Bloomberg.
Informações da agência internacional dão conta ainda de que as principais regiões produtoras de soja e milho do nordeste da China foram devastadas por três tufões em menos de 15 dias, alagando campos e dificultando o transporte. E mais chuvas estão previstas para os próximos dias.
PREÇOS ALTOS
Com as perdas internas, os preços dos grãos vem subindo rapidamente, com o milho marcando suas máximas em cerca de cinco anos. Afinal, a demanda, principalmente no setor de rações, também sobe fortemente. Dessa forma, a expectativa é de que as importações deste ano - que contabilizando o que já foi importado entre EUA e Ucrânia chega a 10 milhões de toneladas - possa alcançar as 20 milhões, principalmente se os preços do cereal norte-americanos permaneceram competitivos, de acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg.
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