Soja inicia semana com estabilidade em Chicago. No Brasil, atenção à disputa pela oferta

O mercado da soja começa a semana operando com estabilidade na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h50 (horário de Brasília), subiam entrte 0,50 e 1,25 ponto nos principais contratos, com o agosto sendo cotado a US$ 9,06 e o novembro, US$ 9,00 por bushel. A proximidade do encerramento do mês faz os traders irem adotando uma postura mais cautelosa e de ajuste de posições.
Segundo explicam analistas e consultores internacionais, o mercado segue limitado pelas preocupações sobre as relações entre China e Estados Unidos, que passam por uma nova onda de escalada e incertezas, o que poderia trazer algum impacto na demanda da nação asiática pelos produtos norte-americanos.
Ainda assim, por outro lado, as duas última semanas foram de muitas compras feitas pela China nos EUA, especialmente de soja, dada a pouca oferta no Brasil e a necessidade crescente do país. Dessa forma, o mercado espera por novos anúncios nestes próximos dias, bem como pelos números dos embarques semanais norte-americanos que serão reportados nesta segunda-feira.
Ainda hoje, após o fechamento do mercado em Chicago, chegam também os dados atualizados do desenvolvimento da nova safra dos EUA pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
NO BRASIL
No Brasil, o mercado deverá seguir, nesta semana, se pautando pela disputa da pouca oferta entre demanda interna e para exportação. Ainda em foco, o câmbio e a próximidade do início da safra 2020/21 nos próximos meses, como explicam ainda analistas e consultores de mercado.
"O mercado da soja nestes próximos dias, agora já indo para o final de julho, pode ter mais pressão de compra interna do que de exportação, porque os esmagadores precisam se posicionar para trabalhar este segundo semestre e tem muitos que estão com pouco grão nas mãos e se não comprarem a soja logo, não conseguirão o fazer a frente porque resta pouco", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.
Assim sendo, o consultor acredita que as importações deverão continuar a crescer no Brasil, principalmente pelas indústrias do Sul do país e especialmente com compras feitas no Paraguai. Com isso, segue a indústria nacional pagando melhor do que os portos para garantir a oleaginosa no Brasil.
Veja como fechou o mercado na última semana:
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