USDA traz nova venda de 390 mil t de soja dos EUA para a China nesta 2ª feira

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informa, nesta segunda-feira (15), mais uma venda de soja dos EUA para a China. São 390 mil toneladas da safra 2020/21, de acordo com o anúncio. Todas as vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento.
O mercado da soja na Bolsa de Chicago segue ávido por notícias como esta para que possa consolidar altas mais frequentes e consistentes. No entanto, neste início de semana a pressão do mercado financeiro se mostra mais forte, com temores de uma segunda onda do novo coronavírus e de preocupações a economia americana.
Na última semana, o mercado recebeu boas novas sobre as vendas americanas, com os anúncios diários trazendo um volume superior a 800 mil toneladas.
Os principais contratos, por volta de 10h40 (horário de Brasília), cediam entre 6 e 4 pontos, com o julho sendo cotado a US$ 8,66 e o agosto, US$ 8,67 por bushel. O mercado acompanha o recuo das demais commodities agrícolas, com todas trabalhando no vermelho neste início de semana, e o petróleo, que recua mais de 4% na Bolsa de Nova York, com o barril do WTI sendo negociado a US$ 34,83.
MAIS NÚMEROS DO USDA
Hoje, o mercado recebe dois novos boletins vindos do USDA, sendo o primeiro de embarques semanais de grãos e soja do país e o semanal de acompanhamento de safras dos EUA, que chega somente às 17h (Brasília), após o fechamento do pregão em Chicago.
As expectativas são de que o plantio da soja venha concluído em 95% da área, contra 86% da semana anterior, 72% de 2019 e 89% de média. Mais do que isso, os traders esperam ver de 73% a 74% das lavouras de soja em boas ou excelentes condições. Há uma semana, esse índice veio em 72%.
DÓLAR
O dólar também é acompanhado muito de perto e com uma nova disparada frente ao real nesta segunda ajuda a manter a pressão sobre as cotações em Chicago. Perto de 10h50 (Brasília), a moeda americana subia 2,82% para ser cotado a R$ 5,19. E a volatilidade deverá continuar e seguir se intensificando fortemente, diante de um aumento da aversão ao risco e das incertezas sobre a economia global.
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