Soja continua com leves perdas em Chicago nesta 3ª feira e aguarda novo reporte do USDA

O mercado da soja opera em queda nesta manhã de terça-feira (9) na Bolsa de Chicago. As perdas, porém, são bastante tímidas e deixam o mercado ainda bem próximo da estabilidade, apenas devolvendo parte das fortes altas registradas na última semana. As posições mais negociadas, por volta de 7h50 (horário de Brasília), caíam entre 1,75 e 2 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 8,62 e o agosto a US$ 8,65 por bushel.
Como explicam analistas e consultores, o mercado sente o impulso que vem da necessidade chinesa de fazer novas compras nos EUA, além das boas compras feitas na semana passada, mas também o rápido desenvolvimento da nova safra norte-americana. Os traders ainda não recebem notícias de novas vendas nesta semana, mas os índices de plantio no país e das condições das lavouras.
"A China não tem escolha. O Brasil está ficando sem soja e ficará mais ainda no quarto trimestre do ano", diz à Reuters Internacional um analista de mercado asiático.
De soja, o plantio foi concluído, até o último domingo, em 86%, contra o esperado de 85%. Na semana passada, havia 75% do plantio concluído e a média para este período é de 79%. Os números partem do último boletim semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado no final do dia de ontem.
Sobre os campos de soja, os números do USDA mostram ainda que 67% já germinaram, contra 52% da semana passada, 30% de 2019 e 61% na média. O reporte mostra ainda que 72% das lavouras estão em condições boas ou excelentes, 24% em condições regulares e 4% em situação ruim ou muito ruim.
Ainda nesta semana, o mercado se prepara também para receber o novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA, que será divulgado na quinta-feira, 11 de junho. E a espera também motiva os traders a se ajustarem e redefinirem suas posições antes da chegada dos novos dados.
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