Soja em Chicago dá continuidade às últimas altas e segue em campo positivo nesta 4ª feira

O mercado da soja continua subindo nesta manhã de quarta-feira (27) na Bolsa de Chicago. Depois de ganhos de mais de 10 pontos na sessão anterior, os futuros da oleaginosa registravam ganhos de pouco mais de 3 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 8,50 e o agosto a US$ 8,52 por bushel.
"Os grãos têm leves altas nesta quarta com um otimismo maior no mercado, um dólar mais fraco e também uma sólida cobertura de posições nos três mercados - soja, milho e trigo. O que ainda limita os ganhos são as preocupações das relações entre China e EUA, a demanda mais fraca e a os elevados estoques globais", diz a consultoria internacional Allendale, Inc.
Mais do que nas relações de oferta e demanda, o mercado internacional também segue muito atento às questões de clima no Meio-Oeste americano e no avançado plantio da safra 2020/21 dos EUA.
Até o último domingo (24), os EUA já haviam plantado 65% da área estimada, contra expectativas que variavam entre 64% e 76%. Na semana passada eram 53%, a média dos últimos cinco anos de 55% e, no ano passado, neste mesmo período, o total plantado era de 26%.
Segundo o consultor em agronegócios Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios, o mercado climático deverá, nas próximas semanas, intensificar a volatilidade na Bolsa de Chicago.
"Se o clima tiver céu de brigadeiro, não vejo altas muito fortes em Chicago. Claro que os preços vão subir um pouco mais, o Brasil não tem mais soja para vender, já vendeu uma boa posição para 2021, e a China não tem opção a não ser comprar mais nos EUA, e isso vai ajudar os preços em Chicago. Mas para termos altas importantes em Chicago, romper os US$ 9,00, US$ 9,50 por bushel, teremos que ter problemas de desenvolvimento na safra dos EUA", diz Fernandes.
Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:
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