Soja volta a subir na Bolsa de Chicago nesta 4ª com atenção à demanda e economia global

Nesta quarta-feira (25), o mercado da soja volta a subir na Bolsa de Chicago, depois de terminar o pregão anterior com estabilidade. As cotações subiam entre 2,75 e 6,25 pontos nos principais contratos, por volta de 7h10 (horário de Brasília), com o maio sendo cotado a US$ 8,89 e o julho, US$ 8,91 por bushel.
O mercado internacional passa por esse momento de recuperação, após perdas consecutivas na CBOT, agora olhando com um pouco mais de otimismo para o combate à pandemia do coronavírus e com perspectivas melhores à demanda pela oleaginosa norte-americana. Entretanto, como explica Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da AgroCulte, as notícias ligadas ao vírus são frágeis, tem rápida validade e a mudança de comportamento dos traders só viria com uma vacina.
"A única carta que de curtíssimo prazo que pode alterar este cenário de incerteza e a confirmação de uma vacina e/ou cura. Para tanto, as cotações das commodities agricolas tendem a seguir sob pressão. Claro que haverá tentativas de reação como está tendo no momento na soja, milho e trigo, mas precisamos de mais dados sobre como o Covid-19 está afetando a demanda antes de comemorar que as mínimas já foram feitas", explica Cachia.
Mundo a fora, o mercado vai recebendo as informações e processando-as, especialmente aquelas ligadas aos estímulos e medidas que vêm sendo propostas por países e nas principais economias globais. Nesta quarta, os índices asiáticos registraram suas máximas em uma semana, bem como nos EUA foi acordado entre Congresso e negociadores um pacote de US$ 2 trilhões para ajuda no combate ao coronavírus. A votação pelo Senado e Câmara deve acontecer na tarde desta quarta.
Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:
>> Brasil já tem contratadas 23 milhões de toneladas de soja para exportar entre março e abril
Cachia reafirma que para o Brasil o momento segue positivo. O dólar se mantém acima dos R$ 5,00 e a demanda pela soja muito aquecida.
"Dólar alto, Argentina atirando no pé e países produtores de alimentos precisando de matéria-prima para atender o consumo. Afinal de contas, mesmo com quase 1 bilhão de pessoas em quarentena ao redor do mundo, todos precisam comer", completa.
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