Soja mantém leves altas em Chicago nesta 4ª feira, mas mantém foco no coronavírus

O mercado da soja trabalha com leves altas na manhã desta quarta-feira (11) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h30 (horário de Brasília), subiam entre 2,50 e 3,25 pontos nos principais contratos, com o maio valendo US$ 8,78 e o julho, US$ 8,86 por bushel.
Os traders seguem muito focados em todas as notícias que partem do coronavírus, ao mesmo tempo em que esperam por medidas que possam conter os efeitos do surto sobre a economia mundial. Se não conter, ao menos amenizar.
"Não interessam as teorias de conspiração, de que o coronavírus é menos perigioso que gripe comum, de que há pânico exagerado e/ou outros argumentos. Interessa como o mercado e os traders estão reagindo às notícias, e para os mercados internacionais tem sido obviamente de modo negativo para os preços", explica Steve Cachia, consultor de mercado da AgroCulte e da Cerealpar.
Mais do que isso, Cachia explica ainda que a tensão agravada nos EUA preocupa ainda mais os mercados de forma generalizada e mais intensa, já que outros países tiveram o mesmo comportamento e agora colhem resultados preocupantes.
"A impressão que os traders têm é que os EUA estavam subestimando o problema, como fez a Itália e que agora se surpreenderam como o surto se alastrou tão rápido. As medidas drásticas sendo tomadas implica uma retração no ritmo de crescimento na economia americana e, portanto, crescem expectativas de que uma grave recessão global é iminente", diz o consultor.
Assim, o que pode mudar o comportamento dos mercados são notícias de uma vacina ou tratamentos que possam ao menos conter o rápido contágio do vírus. "Por enquanto, os mercados devem continuar voláteis e trabalhando de modo errático", complementa.
Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:
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