Mosca Branca reduz em mais de 25% produtividade da soja para produtor em Canarana-MT
Na propriedade de Claudir Sonemann Feijó, em Canarana-MT, parte da soja foi semeada em ciclo médio e parte em ciclo tardio. O produtor semeou 400 hectares da oleaginosa na safra 2019/20 e esperava uma produção média superior à 60 sacas por hectare. Contudo, desde o início do ano, a incidência da mosca branca, praga muito conhecida dos agricultores, começou a diminuir essa expectativa.
Com cerca de 30% da área colhida e o restante da lavoura com as vagens da soja em período de enchimento, o aparecimento do inseto causa preocupação. Na área já colhida, o produtor calcula mais de 25% de perda na produção. A média ficou em 42 sacas por hectare. “Estamos há 50 dias combatendo a mosca. Há uma revoada de moscas que não tem produto que consiga combater. E não teve produto que a gente não usou (do biológico ao inseticida). Tu olha pra lavoura e parece que não fez efeito e no outro dia você tem que entrar com a máquina de novo”, afirma Feijó.
De coloração amarelada, com um “pó” branco sobre as asas que caracteriza-a, a mosca branca é uma das pragas causadoras de prejuízos à cultura da soja. Ao sugar a seiva da planta, os insetos adultos e ninfas provocam alterações no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da planta, que vem a reduzir a produtividade. Além disso, a mosca libera na planta substâncias açucaradas que propiciam doenças como a fumagina, causada por fungos, que limita a capacidade fotossintética da planta, reduzindo ainda mais a produtividade.
Claudir Feijó, que também é produtor de melancia, salienta que em agosto de 2019 já havia gradeado a lavoura anterior justamente para dissipar qualquer foco da mosca. A propriedade dele fica na região da Terceira Agrovila em Canarana-MT e a maior incidência do inseto foi em regiões próximas à mata.
Segundo o produtor, em contato com produtores de propriedades vizinhas, a incidência da mosca também ocorre nas lavouras de ciclos médio e tardio. Claudir irá apostar na safrinha para compensar as perdas com a soja, pretendendo cultivar 60 hectares de milho e 340 de gergelim.
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