Trump diz que Irã não fará o acordo que ele considera necessário e ameaça bombardear Omã
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Por Trevor Hunnicutt e Katharine Jackson
WASHINGTON, 17 Ago (Reuters) - O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o Irã não fará o acordo que ele considera necessário para pôr fim a uma guerra com os EUA e que deveria se render, já que as negociações entre os dois países continuavam estagnadas.
“Eles não vão fazer o tipo de acordo que considero necessário. Olhem, estamos nessa por um único motivo: o Irã não pode ter uma arma nuclear”, disse ele aos repórteres no Salão Oval.
Questionado se os EUA estavam buscando prorrogar um acordo provisório com o Irã, Trump respondeu “não”.
O acordo provisório firmado em junho declarava o “fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes”, mas rapidamente se desintegrou, com Trump afirmando que ele estava “encerrado” em 7 de julho e o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarando-o “suspenso” uma semana depois.
De acordo com esse memorando de entendimento, o Irã e os EUA se comprometeram a negociar um acordo definitivo — abrangendo questões mais amplas, como o destino do programa nuclear iraniano — em um prazo máximo de 60 dias, prorrogável por consentimento mútuo. Esta segunda-feira marca 60 dias desde que o memorando foi assinado.
Horas antes, Trump disse a um repórter da Fox News durante uma entrevista por telefone que o Irã “deveria hastear a bandeira branca da rendição”.
Por outro lado, Omã e o Irã vêm mantendo negociações para tentar chegar a um acordo que restaure o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos suprimentos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito antes do início dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, no final de fevereiro.
“Se Omã atrapalhar, vamos bombardeá-los até não sobrar nada”, disse Trump à Fox.
Quando questionado mais tarde no Salão Oval se havia perdido a paciência com Omã, Trump disse aos repórteres: “Não, não acho que eles tenham se comportado muito bem, mas lidaríamos com eles com muita facilidade, assim como fazemos com outras coisas.”
A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz elevou os preços dos combustíveis e tem pressionado Trump a encerrar uma guerra que é impopular no país, às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro, que decidirão o controle do Congresso dos EUA.
Trump disse à Fox News que as eleições de meio de mandato não estavam afetando sua estratégia em relação ao Irã.
“As eleições de meio de mandato não têm nada a ver com meu pensamento”, disse ele.
Mais cedo, Trump postou em sua plataforma Truth Social: “O objetivo número um é, e sempre será, que o Irã não possa ter, de forma alguma, uma arma nuclear”, repetindo uma de suas justificativas declaradas para a guerra.
(Reportagem de Katharine Jackson e Trevor Hunnicutt)
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