Taxas dos DIs sobem com aversão a risco no Brasil
![]()
14 Ago (Reuters) - As taxas dos DIs fecharam em alta em toda a curva nesta sexta-feira, em uma sessão marcada pela maior aversão a risco nos mercados domésticos e pela saída de capital estrangeiro do país, impulsionada por temores diante do cenário eleitoral.
O movimento também refletiu a escalada das tensões no Oriente Médio, que trouxeram mais cautela aos mercados globais, e dados da economia norte-americana.
A taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou a sexta em 13,995%, alta de 6,0 pontos-base ante o ajuste de 13,935% da sessão anterior. Já a taxa para janeiro de 2035 fechou em 14,710%, com alta de 8,2 pontos-base ante o ajuste de 14,628%. Diferentemente da véspera, quando a ponta curta operou na contramão, todos os vencimentos fecharam em alta nesta sexta-feira.
As expectativas de uma alta de juros nos EUA em setembro diminuíram nesta semana, depois que a divulgação de dados benignos de inflação ajudou a aliviar as preocupações com as pressões sobre os preços. Ainda assim, o aumento das tensões no Oriente Médio afetava o humor dos investidores e impulsionava os futuros do petróleo Brent.
Os Estados Unidos disseram que podem manter indefinidamente um bloqueio naval contra o Irã e aumentar a pressão econômica sobre o país, enquanto as negociações de cessar-fogo permanecem paralisadas -- cenário que se soma aos ataques a mais dois navios no Estreito de Ormuz, o que deixou o tráfego na região praticamente parado.
O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- fechou com variação de +0,94% (alta de 4,4 pontos-base), a 4,6922%, ante 4,6486% no pregão anterior.
0 comentário
Dólar tem mais longa sequência de altas do ano e atinge maior cotação desde final de março
Ibovespa recua e fecha semana com maior série de perdas diárias desde 2023
Taxas dos DIs sobem com aversão a risco no Brasil
Economistas veem déficit primário maior em 2026 e 2027 e dívida mais alta ano que vem, mostra Prisma
Corrida para resgatar sobreviventes leva esperança a local de terremoto na Colômbia
EUA elevam pressão sobre UE para que “cumpra” compromissos comerciais não tarifários