Dólar ronda estabilidade ante o real após novos dados sobre a economia dos EUA
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SÃO PAULO, 14 Ago (Reuters) - Após abrir em queda, o dólar operava perto da estabilidade ante o real na manhã desta sexta-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana recuava após novos dados sobre a economia dos Estados Unidos.
O dólar à vista subia 0,05%, a 5,1921 reais na venda, por volta das 9h40, depois de fechar na quinta-feira com alta de 0,23%, aos R$5,1896.
Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,08%, a 5,1975 reais na venda.
No exterior, o índice do dólar, que mede o dólar contra uma cesta de seis moedas, ampliou as perdas após a divulgação do desempenho das vendas no varejo dos Estados, recuando cerca de 0,4%.
As vendas varejistas tiveram queda de 0,6% em julho sobre o mês anterior, frustrando a expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,1%.
As expectativas de uma alta de juros nos EUA em setembro diminuíram nesta semana após a divulgação de dados benignos de inflação ajudar a aliviar preocupações com as pressões sobre os preços.
Ainda assim, o aumento das tensões no Oriente Médio afetava o humor dos investidores e impulsionava os futuros do petróleo Brent nesta sexta-feira.
Os Estados Unidos disseram que podem manter indefinidamente um bloqueio naval contra o Irã e aumentar a pressão econômica sobre o país, enquanto as negociações de cessar-fogo permanecem paralisadas.
Na pauta nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista às 11h a podcasts. É aguardada ainda a primeira pesquisa da Quaest contratada pela TV Globo sobre a eleição de outubro.
O mercado também deve ficar de olho na repercussão do início do processo de reciprocidade do governo brasileiro às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.
Já as taxas dos DIs apresentavam leves altas nesta sexta de manhã na maioria dos vencimentos.
A taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,93%, ante ajuste de 13,935% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 avançava a 14,64%, ante o ajuste de 14,628%.
(Por Camila Moreira; edição de Isabel Versiani)
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