Dólar sobe pela quarta sessão seguida e acumula alta de 2% na semana

Publicado em 13/08/2026 17:59

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13 Ago (Reuters) - O dólar fechou a quinta-feira mais uma vez em leve alta frente ao real, marcando a quarta elevação consecutiva da divisa em uma sessão em que novos dados no Brasil e no exterior não foram suficientes para direcionar fortemente a moeda norte-americana.

O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,23%, aos R$5,1896, acumulando avanço de 2,07% na semana. No ano, a moeda norte-americana ainda cai 5,45% ante o real.

Às 17h07, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,05% na B3, a R$5,2125 na venda.

Dados divulgados pelo governo dos EUA nesta quinta mostraram que os preços ao produtor nos EUA ficaram estáveis em julho, após uma queda de 0,1% em junho, segundo dado revisado. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2% do índice, após recuo de 0,3% divulgado anteriormente em junho.

O dado contribuiu para nova queda nas apostas de uma elevação da taxa básica de juros do Federal Reserve em setembro, após índice de inflação ao consumidor divulgado na véspera já ter tido impacto semelhante ao vir em linha com o esperado.

Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- tinha variação positiva de 0,03%, a 99,974. A moeda norte-americana tinha variações mistas modestas contra pares emergentes do real no final da tarde, com o peso chileno caindo 0,09%, enquanto o peso mexicano subia 0,12%.

No cenário doméstico, o IBGE informou pela manhã que o varejo brasileiro encerrou o segundo trimestre com alta nas vendas maior do que o esperado em junho, de 0,5%, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior.

O dia foi de nova queda do Ibovespa -- a oitava seguida -- em sessão marcada pela repercussão de nova bateria de resultados corporativos.

"O dólar sobe aqui no Brasil hoje por questões mais domésticas do que propriamente uma questão da moeda americana em relação ao restante do mundo", disse o economista-chefe da Forum Investimentos, Bruno Perri em nota, destacando um movimento de aversão ao risco impactado pelo cenário eleitoral e por uma temporada de balanços, segundo ele, com resultados abaixo das expectativas.

(Por Isabel Versiani; edição de Alexandre Caverni)

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Fonte:
Reuters

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