Irã e EUA não discutiram prorrogação de cessar-fogo, diz autoridade de alto escalão iraniana à Reuters

Publicado em 12/08/2026 08:47 e atualizado em 12/08/2026 09:31

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Por Parisa Hafezi

DUBAI, 12 Ago (Reuters) - Não houve discussões entre o Irã e os Estados Unidos para prorrogar um cessar-fogo porque, na perspectiva de Teerã, o acordo não tinha data de início e, portanto, não havia nada a ser prorrogado, disse uma fonte iraniana de alto escalão à Reuters nesta quarta-feira.

Os comentários da fonte ocorreram depois que a agência de notícias turca Anadolu, citando fontes do governo paquistanês, informou na quarta-feira que Teerã e Washington haviam concordado em prorrogar um cessar-fogo de 60 dias previsto no acordo provisório assinado em junho.

O acordo declarava o “fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes”, mas rapidamente se desfez, com o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que estava “acabado” em 7 de julho e o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarando-o “suspenso” uma semana depois.

“Não se fala em prorrogação porque, da perspectiva do Irã, não há nenhum período que tenha começado e, portanto, nada a ser prorrogado. Os Estados Unidos violaram o acordo provisório 48 horas após sua assinatura e se retiraram dele alguns dias depois”, disse a fonte à Reuters.

No acordo, o período de 60 dias refere-se a um prazo prorrogável dentro do qual se esperava que o Irã e os EUA chegassem a um acordo final limitando o programa nuclear de Teerã e suspendendo as sanções dos EUA.

Vários requisitos, como um cessar-fogo no Líbano, a livre navegação no Golfo Pérsico e isenções para que o Irã vendesse seu petróleo, foram considerados necessários antes de se entrar no período de negociações subsequentes.

“Uma das questões que está sendo discutida por meio de mediadores é o retorno dos EUA ao acordo provisório e a definição de um cronograma para a implementação dos compromissos. Não houve absolutamente nenhum avanço nessa questão”, acrescentou a fonte.

(Reportagem de Parisa Hafezi)

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Fonte:
Reuters

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