Wall Street recua enquanto mercados monitoram situação em Ormuz e aguardam dados

Publicado em 10/08/2026 11:28 e atualizado em 10/08/2026 12:58

Logotipo Reuters

Por Avinash P e Purvi Agarwal

10 Ago (Reuters) - Os principais índices de Wall Street registravam baixa nesta segunda-feira depois que o S&P 500 e o Dow Jones atingiram máximas históricas na semana passada, enquanto os investidores avaliavam os desdobramentos no Oriente Médio e aguardavam dados sobre a inflação nos EUA e balanços.

O Irã afirmou estar próximo de um acordo final com Omã para definir novas rotas marítimas entre os dois países, mas reiterou que os Estados Unidos devem cumprir várias condições antes que a via navegável reaberta.

A flexibilização do fluxo de energia por esse ponto-chave poderia amenizar as preocupações com o aumento dos preços do petróleo, que tem alimentado temores de inflação e apostas em aumentos das taxas de juros por parte dos bancos centrais em todo o mundo.

Os índices de inflação ao consumidor e ao produtor, a serem divulgados ainda esta semana, podem oferecer pistas importantes sobre o rumo da política monetária do Federal Reserve, dada a postura do chair do Fed, Kevin Warsh, de evitar orientações futuras.

“A narrativa predominante é que a inflação continua... alta, mas não está tão distante da meta de 2% do Fed”, disse Bob Edwards, diretor de investimentos da Edwards Asset Management.

As apostas em um aumento dos juros foram moderadas na sexta-feira, depois que dados mostraram que a economia dos EUA perdeu empregos de forma inesperada em julho. Os operadores agora precificam uma chance de 44% de um aumento dos juros em setembro, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.

Seis dos 11 setores do S&P 500 registravam queda, com os setores imobiliário e de bens de consumo básico exercendo os maiores pesos.

O Índice Dow Jones Industrial Average caía 0,13%, para 53.964,05 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,07%, a 7.752,42 pontos, e o Nasdaq Composite tinha queda de 0,23%, para 26.629,06 pontos.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

0 comentário