Republicanos anuncia neutralidade em eleição presidencial e reduz opções de Flávio para vice

Publicado em 04/08/2026 12:30

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4 Ago (Reuters) - O Republicanos anunciou nesta terça-feira que ficará neutro na eleição presidencial deste ano, em um movimento que limita ainda mais as opções do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a escolha de um nome para vice em sua chapa presidencial no pleito de outubro deste ano.

Em nota, o Republicanos -- partido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um aliado de primeira hora do bolsonarismo -- afirmou que a opção pela neutralidade se deu por maioria, que optou pela "independência institucional" na corrida pelo Palácio do Planalto.

"A decisão reflete o respeito à construção democrática interna do partido e reconhece a realidade de um Republicanos que cresceu, consolidou sua presença nacional e passou a representar diferentes regiões, contextos e alianças políticas", afirmou o partido em nota.

"Hoje, o Republicanos está presente de forma expressiva em todas as unidades da Federação. Essa capilaridade impõe o dever de considerar as particularidades de cada Estado na tomada de decisão, respeitando as estratégias políticas locais e as diferentes composições construídas ao longo dos últimos anos."

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, que é filiada ao Republicanos, vinha sendo cotada como possível vice na chapa de Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela já estava colaborando com a campanha presidencial do senador na área econômica e elaborou um plano para as mulheres para a campanha de Flávio.

Na semana passada, o PP, da senadora Tereza Cristina (MS), que também era cotada para a vice de Flávio, anunciou sua neutralidade na disputa presidencial.

Para ter um candidato a vice de outro partido, é preciso que essa legenda esteja formalmente coligada ao PL, de Flávio. O prazo para registro de candidaturas termina no dia 15 e a data para candidatos trocarem de partido com vistas às eleições já passou.

(Por Eduardo Simões, em São PauloEdição de Tatiana Ramil)

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Fonte:
Reuters

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