Dólar fecha em leve alta no Brasil com Fed no foco

Publicado em 28/07/2026 17:15 e atualizado em 28/07/2026 18:27

Logotipo Reuters

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 28 Jul (Reuters) - O dólar fechou a terça-feira em leve alta ante o real, com os agentes assumindo uma posição de cautela às vésperas da decisão de juros do Federal Reserve, que será anunciada quarta-feira, em meio a mais uma sessão de recuo do petróleo no exterior.

O dólar à vista encerrou o dia com variação positiva de 0,17%, aos R$5,1219.

Às 17h45, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,08% na B3, aos R$5,1230.

O movimento do câmbio no Brasil seguiu a dinâmica da divisa norte-americana no exterior ao longo da sessão, tendo pequenas oscilações positivas e negativas.

Ainda assim, o dólar permaneceu próximo da máxima de um mês no exterior, enquanto os investidores avaliavam a possibilidade de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve no encontro que acontece na quarta-feira.

De acordo com dados da LSEG, os mercados estão precificando uma probabilidade de quase 40% de aumento de 25 pontos-base na taxa de juros na quarta-feira, acima dos cerca de 20% da semana passada. Os investidores veem uma probabilidade de quase 95% de um aumento até setembro.

Ao mesmo tempo, o petróleo teve mais um dia de queda no mercado internacional, recuando cerca de 5% e atingindo a menor cotação em duas semanas, impulsionados por esperanças cautelosas de que a trégua nos combates entre os Estados Unidos e o Irã leve a negociações para pôr fim à guerra, embora tréguas anteriores tenham se mostrado apenas temporárias.

"A moeda brasileira se tornou um ativo que os investidores procuram quando o preço do petróleo é pressionado, tendo um movimento inverso à commodity", disse Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez.

Localmente, os agentes avaliavam os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) divulgados na abertura.

O indicador subiu 0,06% em julho, após avanço de 0,41% em junho. Com isso, o IPCA-15 passou a acumular nos 12 meses até julho alta de 4,52%, contra 4,80% no mês anterior. A meta contínua para a inflação é de 3% medido pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de avanços de 0,20% na comparação mensal e de 4,67% em 12 meses.

O dado foi divulgado uma semana antes da próxima reunião de decisão de juros do Banco Central. Em seu último encontro, a autarquia cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,25% ao ano, deixando os próximos passos em aberto.

(Por Igor SodréEdição de Alexandre Caverni)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

0 comentário