Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm forte queda na última semana

Publicado em 23/07/2026 09:47 e atualizado em 23/07/2026 10:57

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Por Dan Burns

23 Jul (Reuters) - O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez caiu com força na semana passada, indicando que o mercado de trabalho dos Estados Unidos continua estável e permitindo que as autoridades do Federal Reserve mantenham o foco na contenção da inflação.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 22.000, para 187.000 em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 18 de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 212.000 novos pedidos para a última semana.

Abrangendo a semana de referência para o relatório nacional de emprego de julho, a ser divulgado em cerca de duas semanas, o relatório desta quinta-feira foi o mais recente a sinalizar estabilidade contínua no mercado de trabalho. Enquanto isso, o número de pessoas que recebem auxílio-desemprego há mais de uma semana, um indicador de contratações, caiu para 1,796 milhão na semana encerrada em 11 de julho.

A taxa de desemprego caiu inesperadamente em junho para 4,2%, o menor nível em um ano, embora isso tenha sido mais resultado de uma redução na força de trabalho do que de um boom nas contratações.

O mercado de trabalho dos EUA tem se caracterizado por um equilíbrio incomum entre uma oferta restrita de trabalhadores disponíveis, um ritmo moderado de criação de empregos e demissões limitadas, o que permitiu que a taxa de desemprego permanecesse em um nível historicamente baixo.

Essa dinâmica tem levado um grupo crescente de autoridades do Fed a se mostrar mais abertamente preocupado com a inflação, que permanece bem acima da meta de 2%, do que com a resiliência do mercado de trabalho.

O Fed se reúne na próxima semana e a expectativa é de que mantenha a taxa de juros, mas os mercados futuros estão posicionados para que o banco central realize pelo menos um aumento de 0,25 ponto percentual antes do fim do ano.

(Reportagem de Dan Burns)

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Fonte:
Reuters

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