Se confirmado tarifaço dos EUA, governo avaliará setores afetados e atuará com compromisso fiscal, diz Durigan
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15 Jul (Reuters) - Caso seja confirmada a imposição de uma tarifa comercial de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliará os setores afetados para atuar, levando em conta o compromisso fiscal e evitando que os brasileiros sejam prejudicados pela medida, disse nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Ao falar a jornalistas em Brasília após se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com lideranças parlamentares, Durigan disse que o tarifaço seria uma medida "injusta" do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, com o Brasil.
"Com relação a tarifaço, existe sempre um princípio que vai nos guiar: as famílias brasileiras, os empresários brasileiros, os caminhoneiros brasileiros e os agricultores brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países", disse.
"Se for confirmado um tarifaço mais uma vez injusto, vai ser preciso avaliar quais setores foram afetados e, na mesma linha de princípio do que a gente já fez, o governo brasileiro não vai deixar os agricultores, os empresários e as famílias brasileiras na mão, nós vamos fazer uma avaliação sempre cuidadosa, pelo compromisso de futuro, compromisso fiscal que nós temos e nós vamos endereçar, sempre protegendo a nossa população", acrescentou.
O governo dos EUA deve anunciar nesta quarta sua decisão sobre a imposição de tarifas de 25% a uma série de produtos brasileiros e a expectativa dentro do Executivo brasileiro é de que a taxação será imposta pelo governo Trump.
(Reportagem de Eduardo Simões e Marcela Ayres; edição de Isabel Versiani)
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