Ibovespa sobe com melhora externa; SLC avança
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 9 Jul (Reuters) - O Ibovespa mostrava uma alta modesta nesta quinta-feira, endossada pelo viés positivo de praças acionárias no exterior, com SLC Agrícola entre os destaques positivos após acordo envolvendo a aquisição de terras no Mato Grosso.
Por volta de 11h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,71%, a 171.863,36 pontos. O volume financeiro somava R$2,85 bilhões.
Em Nova York, o S&P 500 subia 0,28%, endossado por ações do setor de chips, com investidores ainda atentos ao cenário geopolítico após uma nova troca de ataques que ameaça prolongar o conflito entre os EUA e o Irã.
Forças armadas iranianas lançaram ataques contra infraestruturas militares dos EUA em países vizinhos no Golfo Pérsico nesta quinta-feira, após ataques norte-americanos às províncias costeiras do sul e do leste do Irã.
O barril do petróleo Brent, porém, afastou-se das máximas registradas mais cedo e cedia 0,73%, a US$77,45, em sessão volátil. De acordo com fontes e dados, o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz ficou praticamente paralisado nesta quinta-feira.
Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o foco continua na escalada da tensão entre EUA e Irã, que voltou a elevar os riscos para a inflação.
Ele destacou que já se sabe que a guerra será de altos e baixos, ora com acordo, ora com uma piora. "A questão é em que momento isso pode escalar um pouco mais no curto prazo. Nesse momento, deu uma escalada, vamos ver se continua piorando ou não."
DESTAQUES
• SLC AGRÍCOLA ON avançava 2,65%, tendo como pano de fundo acordo envolvendo a aquisição de terras do Grupo Radar, que tem a Cosan como acionista. Após exercício de preferência de outros arrendatários, a companhia disse que adquirirá 8,9 mil hectares agricultáveis por R$669,04 milhões. COSAN ON subia 1,33%. A holding receberá aproximadamente R$586 milhões com a operação, que soma um valor total de R$1,85 bilhão e compreende um conjunto de propriedades de aproximadamente 41,2 mil hectares físicos localizadas no Mato Grosso, com uma área agricultável de culturas de 28 mil hectares.
• BRASKEM PNA saltava 8,63%, engatando a terceira alta seguida após titubear no começo de mês, mesmo após tombo de mais de 39% em junho.
• MAGAZINE LUIZA ON registrava elevação de 3,55%, buscando mais um pregão de trégua na pressão vendedora sobre o papel, que em junho perdeu cerca de 22% e no ano acumula uma queda em torno de 47%.
• BTG PACTUAL UNIT valorizava-se 1,93%, puxando a melhora dos bancos do Ibovespa, com SANTANDER BRASIL UNIT em alta de 1,76%, BRADESCO PN subindo 1,19%, ITAÚ UNIBANCO PN avançando 0,98% e BANCO DO BRASIL ON com acréscimo de 0,72%.
• VALE ON mostrava estabilidade, em sessão de variações modestas dos futuros do minério de ferro na China.
• PETROBRAS PN perdia 0,53% e PETROBRAS ON cedia 0,36%, acompanhando o enfraquecimento dos preços do petróleo no mercado internacional.
• DIRECIONAL ON caía 1,11%, tendo também no radar prévia operacional do segundo trimestre. MRV&CO ON, que deve divulgar seus números após o fechamento, mostrava acréscimo de 0,21%.
• AZUL ON, que não é do Ibovespa, avançava 4,06%, em sessão com Investor Day da companhia aérea e estreia de suas American Depositary Shares (ADS) na Bolsa de Nova York. Na apresentação para o Investor Day, a empresa afirmou ter como meta para os próximos anos reduzir seu endividamento, chegando a uma relação de dívida líquida/Ebitda menor do que 1,5 vez até 2029. Em NY, a ADS subia 3%.
(Por Paula Arend LaierEdição de Pedro Fonseca e Isabel Versiani)
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