Ibovespa perde força com exterior; Vale cai 2%
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SÃO PAULO, 7 Jul (Reuters) - O Ibovespa perdia força nesta terça-feira, acompanhando o viés negativo do mercado externo, com Vale entre as maiores pressões, tendo no radar renúncia do presidente do conselho de administração e queda dos futuros do minério de ferro na China.
Por volta de 11h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,29%, a 171.952,58 pontos. Mais cedo, trabalhou com sinal positivo, chegando a 173.543,67 pontos no melhor momento. O volume financeiro somava R$5,8 bilhões.
Em Nova York, o índice acionário S&P 500 cedia 0,68%, com investidores repercutindo os resultados da Samsung, bem como a notícia de que a chinesa DeepSeek está desenvolvendo seu próprio chip de inteligência artificial.
A sessão também era marcada pela alta do petróleo no exterior, após relatos de ataques a embarcações perto do Estreito de Ormuz, o que reacendeu temores de interrupções no transporte marítimo através dessa rota crucial para o trânsito de energia.
O barril da commodity sob o contrato Brent avançava 2,6%, a US$73,86.
DESTAQUES
• VALE ON recuava 2,08%, tendo de pano de fundo o declínio dos futuros do minério de ferro na China, bem como a divulgação pela companhia de que Daniel André Stieler renunciou aos cargos de membro e de presidente do conselho de administração da mineradora, com efeitos imediatos.
• PETROBRAS PN avançava 1,77% e PETROBRAS ON valorizava-se 2,22%, apoiadas pela alta do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON subia 2,37% e PETRORECONCAVO ON tinha elevação de 1,06%, enquanto BRAVA ENERGIA cedia 1,08%.
• ITAÚ UNIBANCO PN registrava acréscimo de 0,45%, em dia sem sinal único entre os bancos do Ibovespa. BRADESCO PN subia 0,33% e BANCO DO BRASIL ON avançava 0,81%, mas SANTANDER BRASIL UNIT cedia 1,09% e BTG PACTUAL UNIT caía 0,79%.
• MRV&CO ON era negociada em baixa de 3,58%, com investidores na expectativa de prévia operacional da construtora prevista para esta semana. O índice do setor imobiliário na B3 recuava 1,85%.
• SLC AGRÍCOLA ON subia 4,69%, experimentando uma trégua após forte pressão vendedora desde meados de abril, quando chegou a ser negociada acima de R$19. Na véspera, a ação fechou a R$12,80.
(Por Paula Arend Laier; Edição de Eduardo Simões)
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