Taxas dos DIs voltam a subir após primeiro impacto da inflação nos EUA

Publicado em 10/06/2026 10:38 e atualizado em 10/06/2026 12:21

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 10 Jun (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem altas nesta manhã de quarta-feira, passado o primeiro impacto da divulgação dos dados da inflação dos EUA, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries também se recuperavam.

Às 10h21, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,995%, em alta de 6 pontos-base ante o ajuste de 14,933% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,725%, ante o ajuste de 14,72%.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 4,2% nos 12 meses até maio, informou nesta quarta-feira o Ministério do Trabalho, após avançar 3,8% em abril na base anual. Na margem, o indicador subiu 0,5% em maio, ante 0,6% em abril.

Os resultados ficaram em linha com as altas de 4,2% em base anual e de 0,5% em base mensal projetadas pelos economistas consultados pela Reuters. O núcleo do índice subiu 2,9% em maio na base anual, ante 2,8% em abril.

Após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries perderam força no exterior, com as taxas dos DIs acompanhando no Brasil e passando a exibir baixas leves em toda a curva a termo.

Passado o impacto inicial do CPI, no entanto, as taxas dos DIs voltaram a operar em alta nos vencimentos a partir de janeiro de 2028, dando continuidade ao movimento mais recente de elevação da curva no Brasil.

O avanço também está em sintonia com os rendimentos dos Treasuries, que voltaram a ganhar força, se reaproximando da estabilidade.

Às 10h21, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- mostrava estabilidade, aos 4,526%.

No Brasil, destaque ainda para a nova pesquisa Genial/Quaest mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.

Lula tem 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio, ante 42% da pesquisa realizada em maio. Já o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro soma agora 38%, ante 41% no levantamento anterior.

Na simulação de primeiro turno, Lula tem 39%, Flávio soma 29%, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 3% e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) atinge 2%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

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Fonte:
Reuters

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