Governo deve se reunir em 15 dias para aumentar mistura de etanol na gasolina, diz Silveira

Publicado em 09/06/2026 15:21

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BRASÍLIA, 9 Jun (Reuters) - O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve se reunir nos próximos 15 dias para decidir sobre a elevação na mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em entrevista após reunião para discutir o assunto comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com autoridades do governo e representantes do setor.

"Foi uma reivindicação trazida pelo setor e vai ser submetida por determinação do presidente da República à próxima reunião do CNPE que será marcada nos próximos 15 dias para que a gente definitivamente possa debater, e eu espero deliberar sobre o tema", disse Silveira.

O ministro disse que a medida a ser considerada pelo conselho de ministros é fundamental para a segurança energética, descarbonização e para que o Brasil se torne autossuficiente, deixando de ser necessária a importação de mais gasolina, minimizando impactos da guerra no Oriente Médio.

O aumento da mistura de etanol na gasolina vem sendo tratado pelo governo há alguns meses, enquanto o setor espera uma decisão. Em 25 de maio, o ministro de Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, disse que a reunião para o estabelecimento do E32 iria ocorrer na primeira quinzena de junho. Ele acrescentou que a discussão seria uma mera formalidade.

O próprio Silveira já comentou sobre a possibilidade desse aumento da mistura repetidas vezes.

O presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, disse que a medida pode levar à redução de preços e custos.

"A mistura de 32% já foi testada com sucesso quando a mistura foi elevada para 30%", afirmou Gussi. "Estamos aqui muito animados que o Brasil pode reduzir o consumo de gasolina importada, o consumidor economizar no seu abastecimento, garantindo mais sustentabilidade e segurança energética para o país", reforçou.

O Brasil está no caminho de ter uma produção recorde de etanol em 2026, com maiores volumes do biocombustível de cana e de milho.

(Reportagem de Ricardo Brito; edição de Roberto Samora)

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Fonte:
Reuters

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