Ibovespa retoma correção negativa após trégua; Azzas 2154 sobe

Publicado em 22/05/2026 12:10 e atualizado em 22/05/2026 12:55

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 22 Mai (Reuters) - A bolsa paulista retomou o viés negativo nesta sexta-feira, após uma trégua nos últimos dois pregões, com o declínio de blue chips como Petrobras, Itaú e Vale colocando o Ibovespa abaixo dos 175 mil pontos.

Por volta de 12h, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 1,55%, a 174.893,37 pontos. O volume financeiro somava R$6,56 bilhões.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em tendência de baixa no curto prazo e tem caminho livre para uma realização de lucros mais intensa.

"Em caso de recuperação, o Ibovespa terá que superar a região de 179.500 pontos para sair dessa tendência de baixa e retornar a um cenário neutro", afirmaram no relatório Diário do Grafista enviado a clientes nesta sexta-feira.

Com o desempenho desta sexta-feira, o Ibovespa acumula um declínio de 1,35% na semana e de 6,63% no mês, mostrando agora alta de 8,55% no ano. 

No cenário externo, os preços do petróleo avançavam, refletindo ceticismo de investidores quanto ao avanço nas negociações de paz entre os EUA e o Irã, com Washington e Teerã ainda discordando sobre o urânio iraniano e os controles no Estreito de Ormuz. 

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA viram algum progresso nas negociações com o Irã e estão em constante comunicação com os mediadores paquistaneses, mas há mais trabalho a ser feito.

Ainda assim, Wall Street buscava sustentar um tom positivo, com o S&P 500 em alta de 0,52%. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 4,5817%, de 4,584% na véspera.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN recuava 1,62% e PETROBRAS ON perdia 0,31%, descolada da alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent subia 1,55%, a US$104,17.

• ITAÚ UNIBANCO PN perdia 1,74%, após uma trégua no movimento vendedor nos últimos dois pregões, com o setor como um todo com sinal negativo. BRADESCO PN caía 1,23%, BANCO DO BRASIL ON era negociada em baixa de 0,77% e SANTANDER BRASIL UNIT registrava declínio de 1,7%.

• VALE ON mostrava variação negativa de 0,45%, em meio à fraqueza dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou o dia com recuo de 0,13%, acumulando uma perda semanal de 2,5%.

• MARFRIG ON caía 3,41%, em dia negativo para o setor de proteínas na bolsa brasileira, com MINERVA ON recuando 5,71%. JBS, que tem suas ações listadas nos EUA, cedia 1,09%.

• AZZAS 2154 ON avançava 4,56%, com agentes financeiros analisando eventual desfecho para a companhia em meio à escalada da tensão entre os principais acionistas.

• COPASA ON subia 1,49%, recuperando-se após queda de mais de 3% na véspera. A companhia protocolou nesta semana pedido de oferta pública secundária de ações, que deve privatizar a companhia de água e saneamento de Minas Gerais.

• USIMINAS PNA valorizava-se 2,86% e CSN ON tinha alta de 0,95%, em meio a perspectivas mais otimistas para o setor siderúrgico no país. GERDAU PN perdia 0,17%.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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Fonte:
Reuters

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