Ibovespa fecha abaixo dos 177 mil pontos pressionado por Vale
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 18 Mai (Reuters) - O Ibovespa fechou com um declínio modesto nesta segunda-feira, pressionado principalmente pela Vale, em dia de queda dos contratos futuros do minério de ferro na China, enquanto a Petrobras abandonou o sinal negativo e avançou, com os preços do petróleo retomando a alta no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,17%, a 176.975,82 pontos, após marcar 175.811,33 na mínima e 177.329,88 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$24,19 bilhões.
Desde meados de abril, quando o Ibovespa renovou recordes e alimentou expectativas de bater a marca inédita de 200 mil pontos, a bolsa paulista tem experimentado uma correção, com a perda desde então somando quase 11%.
Como pano de fundo está o fluxo negativo de estrangeiros, com maio registrando saída líquida de quase R$3,9 bilhões até o dia 14, conforme dados da B3, excluindo ofertas de ações (follow-ons e IPOs). Abril ainda fechou com saldo positivo de quase R$3,2 bilhões - mas até o dia 15 eram R$14,6 bilhões.
Nesta segunda-feira, a agenda macro destacou números mais fracos do que o esperado sobre a atividade econômica do país em março, conforme o IBC-Br, enquanto a pesquisa Focus mostrou aumento nas previsões para a Selic no final do ano, agora estimada em 13,25%.
Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, não sustentou os ganhos e fechou em baixa de 0,07%.
DESTAQUES
• VALE ON recuou 2%, contaminada pelo recuo dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian (DCE) encerrou as negociações do dia com queda de 1,11%. No setor, CSN MINERAÇÃO ON desabou 9,32% e CSN ON caiu 4,21%.
• PETROBRAS PN subiu 2,13% e PETROBRAS ON avançou 2,66%, em pregão com troca de sinal dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent fechou em alta de 2,6%, a US$112,10. A presidente-executiva da estatal disse que a Petrobras anunciará em breve a viabilidade comercial de uma nova descoberta, ainda sem nome, no bloco Aram, no pré-sal da Bacia de Santos.
• ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,2%, com bancos do Ibovespa como um todo com sinal negativo. BRADESCO PN perdeu 0,17%, BANCO DO BRASIL ON caiu 1,35% e SANTANDER BRASIL UNIT encerrou com decréscimo de 0,26%.
• COPASA ON subiu 3,48%, após o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) autorizar o prosseguimento da "potencial" oferta pública subsequente de ações da empresa, no âmbito do processo de privatização da companhia de água e saneamento mineira.
• AZZAS 2154 ON valorizou-se 1,52%, no terceiro pregão seguido de recuperação, após tocar uma mínima intradia desde 2017 na semana passada, em meio ao aumento da tensão entre seus principais sócios.
• MARISA ON, que não faz parte do Ibovespa, recuou 8,75%, no primeiro pregão após a divulgação do balanço do primeiro trimestre do ano, que mostrou prejuízo líquido de R$95,8 milhões, com queda de receita líquida e de margem bruta.
(Por Paula Arend Laier, edição Igor Sodré)
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