Ibovespa oscila sem viés claro com atenção voltada a balanços e exterior

Publicado em 11/05/2026 11:08 e atualizado em 11/05/2026 11:46

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 11 Mai (Reuters) - O Ibovespa oscilava sem uma direção firme nesta segunda-feira, com alta de blue chips como Petrobras e Vale, em meio a novo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã pelo fim do conflito no Oriente Médio. 

A temporada de balanço brasileira continuava sob os holofotes, com BTG Pactual subindo após divulgar lucro líquido de R$4,81 bilhões no primeiro trimestre, enquanto Telefônica Brasil era destaque negativo, com resultado abaixo do esperado.

Por volta de 10h50, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,37%, a 183.429,08 pontos, tendo marcado 184.530,15 pontos na máxima e 183.362,67 pontos na mínima até o momento. 

O volume financeiro no pregão somava R$3,14 bilhões. 

No cenário geopolítico, o presidente norte-americano, Donald Trump, considerou "totalmente inaceitável" a resposta do Irã a uma proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. Teerã disse que acreditava que sua proposta era "generosa e responsável".

Tal desfecho sustentava o avanço dos preços do petróleo no exterior, uma vez que adia uma aguardada reabertura do Estreito de Ormuz, rota relevante de transporte da commodity. O barril sob o contrato Brent subia 1,98%, a US$103,30.

Em Wall Street, os principais índices acionários tinham oscilações contidas. O S&P 500 mostrava acréscimo de 0,2%, orbitando nível recorde registrado na última sexta-feira.

De acordo com a análise gráfica semanal do Ibovespa da equipe do BB Investimento, há elementos que sinalizam uma possível continuidade da realização no curtíssimo prazo, mas ainda dentro da tendência primária de alta.

"As alternâncias entre os regimes de alta e baixa do Ibovespa, sinais de volatilidade, podem se tornar mais frequentes, considerando três fatores: persistência dos conflitos no Oriente Médio e impactos em inflação e crescimento; proximidade das eleições, período usualmente mais volátil; e descolamento do desempenho do Ibovespa e do comportamento do dólar, que historicamente possuem correlação inversa", acrescentou em nota a clientes.

DESTAQUES

• BTG PACTUAL UNIT avançava 0,73% após reportar balanço do primeiro trimestre com novos recordes de lucro e receita, enquanto o retorno sobre patrimônio (ROAE) ficou em 26,6%.

• TELEFÔNICA BRASIL ON recuava 5,29%, após a empresa de telecomunicações que opera sob a marca Vivo reportar lucro líquido de R$1,26 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 19,2% ano a ano, mas abaixo das expectativas do mercado.

• COPASA ON perdia 1,12%, com o balanço também em foco. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais teve lucro líquido de R$368 milhões no primeiro trimestre.

• ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,75%, BRADESCO PN perdia 0,97%, BANCO DO BRASIL ON, que divulga balanço nesta semana, recuava 0,18%, e SANTANDER BRASIL UNIT caía 0,63%.

• PETROBRAS PN subia 0,79%, endossada pela alta dos preços do petróleo no exterior. PETRORECONCAVO ON cedia 0,72%, com dados de produção também sob o holofote.

• VALE ON era negociada em alta de 1,68%, acompanhando o movimento dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado em Daliansubiu 0,73%, a 822,5 iuanes (US$121,04) a tonelada.

• BRASKEM PNA avançava 3%, em dia de recuperação após perder quase 5% nos dois pregões anteriores. A petroquímica divulga o resultado do primeiro trimestre na terça-feira.

(Por Paula Arend Laier; edição de Pedro Fonseca )

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Fonte:
Reuters

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