Produção e vendas de veículos no Brasil recuam em abril ante março
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SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) - A indústria automotiva brasileira teve queda de 9,5% na produção em abril ante março, para 238,5 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, enquanto as vendas recuaram 7,8%, para 248,3 mil unidades, segundo dados apresentados nesta sexta-feira pela associação de montadoras Anfavea.
Na comparação com abril do ano passado, a produção subiu 2,4%, e os emplacamentos subiram 19%.
Com isso, no acumulado do quadrimestre, as montadoras tiveram alta de 4,9% na produção sobre o mesmo período de 2025, somando 872,6 mil veículos. Já os licenciamentos nos quatro primeiros meses do ano foram de 873,5 mil unidades, avanço de 14,9% na mesma comparação.
O presidente da entidade, Igor Calvet, afirmou em entrevista a jornalistas que o mercado automotivo brasileiro tem mostrado desempenho melhor que o esperado e que a Anfavea poderá revisar sua projeção para o ano no próximo mês.
A entidade, por enquanto, espera que as vendas de veículos novos este ano cresçam 2,7%, para 2,76 milhões de unidades, com expansão de 2,8% no caso dos leves, e recuo de 0,5% nos pesados. A previsão para produção é de crescimento de 3,7%, para 2,74 milhões de unidades.
"O mercado de automóveis está crescendo mais do que esperávamos. O emplacamento está subindo dois dígitos. Acho que vamos rever as projeções. Há indícios... de que a gente certamente revisará", disse Calvet.
Questionado sobre os planos do governo para elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, o executivo defendeu a execução de testes para se determinar, por exemplo, se os motores que estão em uso atualmente no país vão se adaptar ao nível de abrasividade de seus componentes e calibração de sensores.
"Somos favoráveis aos biocombustíveis... Temos discutido que o aumento da mistura deve ser precedido de testes", disse o presidente da Anfavea. "Pedimos cautela para se definir níveis de mistura."
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem afirmado que gostaria de uma decisão sobre a nova mistura ainda neste semestre. A guerra no Oriente Médio, que elevou os preços dos combustíveis, tem adicionado pressão sobre o debate.
A medida teria potencial de reduzir importações de gasolina, eventualmente zerando as compras externas, ressaltou o ministério. No ano passado, as importações de gasolina pelo país somaram 3,5 bilhões de litros, segundo dados da reguladora ANP.
(Por Alberto Alerigi Jr.; edição de Pedro Fonseca)
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