Mudança na formação de preços de energia poderia elevar encargo ao consumidor, diz Engie
![]()
SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) - Uma diminuição da aversão a risco considerada na formação de preços de energia no Brasil poderia levar a um aumento de encargos pagos pelos consumidores, avaliou o diretor de gestão e comercialização da Engie Brasil Energia, Marcos Keller, nesta sexta-feira.
A declaração, dada durante teleconferência de resultado trimestral da companhia, ocorre enquanto o governo brasileiro discute eventual revisão de parâmetros que entraram em vigor no início de 2025 e que buscaram aprimorar os modelos matemáticos que baseiam a operação do sistema elétrico e a precificação de energia.
"O modelo sim está bom com esses parâmetros, porque a gente vê pouquíssimo, quase nada, de despacho (de térmicas) fora da ordem de mérito, isso significa que nós conseguimos representar no modelo de preço a aversão a risco do operador", disse Keller.
O debate em torno da aversão a risco -- que faz o modelo dar mais peso a possíveis cenários de escassez hídrica, com impacto altista sobre preços -- colocou de lados opostos as grandes geradoras, como Engie, Copel e Axia, e comercializadores, especialmente as casas independentes, que veem distorções com a medida e pedem mudanças.
Uma decisão sobre alterar ou não os parâmetros, com efeito para 2027, é esperada para a próxima quarta-feira, em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)
0 comentário
EUA atacam navios do Irã em Ormuz; Teerã fala em ‘confrontos esporádicos’
Produção e vendas de veículos no Brasil recuam em abril ante março
Mudança na formação de preços de energia poderia elevar encargo ao consumidor, diz Engie
BCE está bem posicionado para agir conforme preços do petróleo impulsionam inflação, diz Lagarde
S&P 500 e Nasdaq atingem novos picos com ações de tecnologia e dados de emprego
Ibovespa avança em meio a balanços, com Localiza subindo mais de 8%