Síria depende do petróleo da Rússia apesar de estar se voltando para o Ocidente
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Por Feras Dalatey
BANIYAS, SÍRIA, 1 Mai (Reuters) - A Rússia emergiu como o principal fornecedor de petróleo para a Síria, apesar do alinhamento do novo governo com o Ocidente e da desconfiança generalizada em relação a Moscou por causa de seu apoio militar ao líder Bashar al-Assad.
As remessas de petróleo da Rússia aumentaram 75% para cerca de 60.000 barris por dia este ano, segundo reportagem da Reuters, com base em cálculos de anúncios oficiais e dados de rastreamento de navios na LSEG, MarineTraffic e Shipnext.
Os volumes representam uma pequena parcela das exportações globais diárias de petróleo da Rússia.
Mas para a Síria, onde a produção doméstica permanece muito abaixo da demanda, os fluxos fazem de Moscou o fornecedor dominante de petróleo bruto do país após a queda de Assad em dezembro de 2024, substituindo o Irã, que foi um aliado importante do líder deposto durante a guerra civil de 14 anos no país.
A dinâmica destaca como as opções da Síria permanecem limitadas. Apesar de ter saído da guerra com uma orientação ocidental, sua economia não está intimamente integrada ao sistema financeiro global, mesmo depois que a Europa e Washington encerraram, no ano passado, décadas de sanções contra o país.
Dois analistas e três autoridades sírias disseram que o comércio reflete a necessidade econômica de Damasco e também dá influência a Moscou em um país onde mantém duas bases navais e aéreas.
(Redação de Feras Dalatey; Edição de Frank Jack Daniel)
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