Irã rejeita cessar-fogo conforme se aproxima prazo para ultimato de Trump sobre "inferno
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CAIRO, 6 Abr (Reuters) - O Irã disse nesta segunda-feira que deseja um fim duradouro para a guerra com os Estados Unidos e Israel, e se opôs à pressão para reabrir rapidamente o Estreito de Ormuz sob um cessar-fogo temporário, conforme norte-americanos e iranianos avaliavam um plano de estrutura para encerrar o conflito que já dura cinco semanas.
O Irã transmitiu sua resposta à proposta dos EUA para o fim da guerra ao Paquistão, rejeitando um cessar-fogo e enfatizando a necessidade de um fim permanente para a guerra, disse a agência de notícias oficial Irna nesta segunda-feira. A resposta iraniana consistiu em 10 cláusulas, incluindo o fim dos conflitos na região, um protocolo para a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, o levantamento das sanções e a reconstrução, acrescentou a agência.
O presidente Donald Trump, que ameaçou lançar o "inferno" sobre o Irã se o país não fizer um acordo até as 21h (horário de Brasília) de terça-feira para abrir a rota vital para o fornecimento global de energia, rejeitou a proposta iraniana nesta segunda-feira e disse que seu prazo era definitivo.
"Eles fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo importante. Não é boa o suficiente", disse Trump aos repórteres em um evento anual de Páscoa na Casa Branca, referindo-se ao Irã.
O Irã respondeu aos ataques dos EUA e de Israel em fevereiro fechando efetivamente Ormuz, uma passagem para cerca de um quinto do petróleo e gás natural do mundo. O estrangulamento da hidrovia na economia global provou ser uma poderosa moeda de troca iraniana e, nesta segunda-feira, o Irã demonstrou relutância em abrir mão dela com muita facilidade.
O plano intermediado pelo Paquistão para acabar com a guerra surgiu de intensos contatos durante a noite e propõe um cessar-fogo imediato, seguido de conversas sobre um acordo de paz mais amplo a ser concluído dentro de 15 a 20 dias, disse uma fonte ciente das propostas nesta segunda-feira.
O chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, esteve em contato "durante toda a noite" com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse a fonte.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse nesta segunda-feira que as exigências de Teerã "não devem ser interpretadas como um sinal de compromisso, mas sim como um reflexo de sua confiança na defesa de suas posições". Ele acrescentou que as exigências anteriores dos EUA, como um plano de 15 pontos, foram rejeitadas como "excessivas".
(Reportagem da Reuters)
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