Galípolo cita "gordura" para BC analisar efeitos da guerra e diz que mercado entendeu "calibragem" da Selic
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BRASÍLIA, 26 Mar (Reuters) - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira que o conservadorismo da política monetária em 2025 deu à autarquia "gordura" para poder analisar os efeitos da guerra no Oriente Médio, acrescentando que o mercado entendeu corretamente a questão da "calibragem" da Selic, esclarecendo que o termo usado em suas últimas comunicações sobre a política monetária se refere a corte dos juros.
Durante coletiva de imprensa sobre o Relatório de Política Monetária, Galípolo avaliou que o momento atual é de "tempo para entender" os efeitos econômicos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
Segundo ele, vem ganhando força a interpretação de que o choque gerado pela guerra afeta não apenas a logística, mas também a capacidade produtiva de petróleo. Galípolo disse ainda que a inflação pode ser impulsionada pelo conflito.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 14,75% ao ano, mas destacou o aumento da incerteza com a guerra. O BC afirmou que estava dando início a ciclo de "calibração" da política monetária, termo que já constava no comunicado anterior do Copom, de janeiro, quando sinalizou um corte para março.
De acordo com Galípolo, o mercado entendeu corretamente que a calibragem citada pelo BC diz respeito ao processo de corte de juros.
(Reportagem de Bernardo Caram, em Brasília, reportagem adicional de Fabrício de Castro, em São Paulo)
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