BC vê alta de 1,6% no PIB em 2026 e inflação mais pressionada, mas cita incerteza com guerra no Irã
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BRASÍLIA, 26 Mar (Reuters) - O Banco Central projetou nesta quinta-feira que o crescimento econômico do país em 2026 será de 1,6%, mesmo patamar estimado em dezembro, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante da guerra no Irã.
Em seu Relatório de Política Monetária, a autarquia previu que a inflação passará a subir a partir do primeiro trimestre deste ano sob pressão da alta do preço do petróleo.
Depois, segundo o BC, o índice de preços passaria a cair, ainda se mantendo acima do centro da meta contínua de 3%. A projeção mais distante disponível aponta para uma inflação de 3,1% no terceiro trimestre de 2028.
"Entre os fatores que contribuem para a alta das projeções, destacam-se a elevação do preço do petróleo e a revisão do hiato", disse o BC, citando como fatores de baixa a valorização do real e queda marginal nas expectativas de mercado para os preços.
No documento, o BC apontou um hiato do produto ligeiramente mais positivo do que o estimado em dezembro, o que indica uma atividade mais aquecida em relação à sua capacidade e pode gerar pressões inflacionárias.
A autarquia afirmou que o crescimento da atividade econômica continua em trajetória de moderação, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra resiliência.
“A projeção de crescimento do PIB para 2026 permanece em 1,6%, mas está sujeita a maior incerteza diante dos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente Médio”, disse no documento.
O Ministério da Fazenda previu em novembro uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026. Já o mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,84% neste ano.
(Por Bernardo Caram)
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