Trump diz que ordenou ataques ao Irã para impedir programas nucleares e de mísseis do país
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WASHINGTON, 2 Mar (Reuters) - O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que ordenou aos militares dos EUA que atacassem o Irã para impedir o desenvolvimento nuclear de Teerã e um programa de mísseis balísticos que, segundo ele, estava crescendo rapidamente.
Trump fez seus comentários mais extensos sobre a guerra, além de duas mensagens em vídeo e uma série de breves entrevistas por telefone com repórteres no fim de semana, que apresentaram às vezes objetivos contraditórios sobre o conflito.
Ele disse, sem apresentar provas, que a ameaça do Irã era iminente.
“Esta foi nossa última e melhor chance de atacar... e eliminar as ameaças intoleráveis representadas por este regime doentio e sinistro”, disse ele em um evento na Sala Leste da Casa Branca.
Trump disse que as operações militares estavam adiantadas em relação ao cronograma, sem fornecer detalhes. Ele disse que havia projetado que a campanha norte-americana duraria de quatro a cinco semanas, mas que poderia se prolongar.
Uma premissa central da luta era impedir o Irã de desenvolver uma arma nuclear, o que Teerã negou estar fazendo, e impedir seu programa de mísseis balísticos de longo alcance, disse Trump.
“Um regime iraniano armado com mísseis de longo alcance e armas nucleares seria uma ameaça intolerável para o Oriente Médio, mas também para o povo americano”, disse o presidente norte-americano.
Trump disse que as forças norte-americanas destruíram 10 navios iranianos — “eles estão no fundo do mar” — e expressou confiança sobre o andamento da campanha.
Ele disse que um terceiro objetivo era uma meta de longa data dos EUA: impedir que o Irã apoiasse grupos militantes em outras partes da região.
Trump observou a perda de quatro militares norte-americanos na luta até o momento, acrescentando: “Em memória deles, continuamos esta missão com determinação feroz e inflexível para esmagar a ameaça que este regime terrorista representa para o povo americano”.
(Reportagem de Trevor Hunnicut e Steve Holland)
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