Alemanha é mais próxima dos EUA do que da China apesar das recentes tensões, diz ministro
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Por Jun Yuan Yong
CINGAPURA, 2 Fev (Reuters) - A Alemanha “não está equidistante” dos Estados Unidos e da China e sempre estará mais próxima de Washington, apesar das recentes tensões, afirmou o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, em Cingapura, na segunda-feira.
Em uma palestra organizada pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, Wadephul disse que os Estados Unidos continuam sendo o parceiro mais importante para a Europa e a Alemanha e que a Europa continua dependente deles para sua segurança, apesar das questões que atualmente estão “alienando” Washington da região.
Autoridades do governo Trump têm criticado os países europeus por não cumprirem as metas de gastos da Otan e por serem muito dependentes dos Estados Unidos para sua própria defesa.
“Correr de braços abertos para o presidente Xi e dizer que todos os nossos problemas desapareceram neste exato momento e que estamos apenas caminhando para nos tornarmos seu grande parceiro seria a resposta errada”, disse ele, referindo-se ao presidente chinês Xi Jinping.
Nações ocidentais, como o Canadá e o Reino Unido, têm fechado acordos comerciais com a China, desafiando as críticas dos EUA.
A insistência de Trump de que Washington deve assumir o controle da Groenlândia abalou as relações transatlânticas e acelerou os esforços europeus para reduzir sua dependência dos Estados Unidos, mesmo depois que Trump retirou na semana passada sua ameaça de impor tarifas adicionais e descartou tomar a Groenlândia à força.
Mas Wadephul afirmou que a resposta unida da Europa às reivindicações dos EUA sobre a Groenlândia mostra que ela pode ser bem-sucedida na defesa de seus interesses, desde que defina claramente seus limites.
Wadephul também disse que a rede de acordos de livre comércio da União Europeia é um “importante alicerce para o livre comércio baseado em regras em tempos de aumento do protecionismo e da fragmentação”.
A União Europeia está trabalhando para “concluir rapidamente” mais acordos de livre comércio na região Ásia-Pacífico, incluindo com Malásia, Tailândia, Filipinas e Austrália, segundo ele.
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