Mato Grosso aciona STF contra demarcação de Terra Indígena anunciada na COP30

Governo federal formalizou em Belém três TIs no estado, mas gestão de Mauro Mendes evoca marco temporal para impedir criação de uma delas.
Publicado em 25/11/2025 08:31

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), é ávido defensor do agronegócio. Não à toa, sancionou uma lei em 2024 vedando a concessão de incentivos fiscais estaduais a empresas signatárias da Moratória da Soja.

Com tamanho apreço pelo “ogronegócio”, Mendes também é um inimigo dos Direitos Indígenas. Por isso, não surpreende que tenha acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a demarcação de uma Terra Indígena no Mato Grosso, anunciada nesta semana pelo governo federal após a Marcha Indígena em Belém, durante a COP30, informam g1 e Folha. Pior: usando como argumento a famigerada lei do marco temporal, aprovada pelo Congresso no fim de 2023, apesar de o STF já ter derrubado tal tese.

A ação de Mendes quer suspender o decreto que estabelece a TI Manoki, em Brasnorte – o pacote federal inclui outros dois territórios no estado. Ela afirma que a medida do governo Lula desrespeita artigo da legislação que veta a ampliação de territórios já demarcados, pedindo o aumento da Terra Indígena de 46 mil para 252 mil hectares.

As duas áreas, porém, estão em locais distintos. O território menor está demarcado como área para o Povo Irantxe (nome pelo qual os Manokis também ficaram conhecidos entre não indígenas). Os Manokis não reconhecem este como seu território original e reivindicaram a área de 252 mil hectares, que fica em uma outra região.

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Fonte:
Climainfo

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