Taxas longas de DI fecham com leves altas no Brasil em dia de agenda esvaziada
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos DIs de curto prazo fecharam a sexta-feira praticamente estáveis ante os ajustes da véspera, enquanto as taxas longas tiveram leves altas, em uma sessão com agenda de indicadores esvaziada e sem gatilhos que definissem movimentos mais intensos, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries avançavam.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,365%, ante o ajuste de 13,37% da sessão anterior.
Entre os vencimentos longos, o contrato para janeiro de 2035 tinha taxa de 13,76%, em alta de 3 pontos-base ante 13,734%.
No exterior, os investidores seguiram operando em meio às preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China e sob a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve nos próximos meses.
No início do dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que sua proposta de tarifa de 100% sobre os produtos da China não seria sustentável, mas culpou o país asiático pelo mais recente impasse nas negociações comerciais. Trump também confirmou que se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping, em duas semanas, na Coreia do Sul.
Ainda que os comentários de Trump sugerissem algum alívio para os mercados globais, um novo fator de pressão atuou sobre os preços nesta sexta-feira: sinais de risco crescente entre alguns bancos regionais norte-americanos, como o Zions e o Western Alliance.
Apesar do noticiário externo, não surgiu um gatilho forte o suficiente para provocar movimentações firmes no Brasil, nem do dólar ante o real, nem das taxas dos DIs.
As taxas longas chegaram a exibir ganhos próximos de 10 pontos-base pela manhã, mas ao longo da sessão o movimento se atenuou, ainda que os rendimentos dos Treasuries subissem e a política fiscal brasileira siga inspirando cautela.
Perto do fechamento da sessão, a curva brasileira precificava em 99% a probabilidade de manutenção da taxa básica Selic em 15% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no início de novembro.
Às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 3 pontos-base, a 4,007%.
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