Ibovespa tem queda discreta após flertar com 135 mil pontos
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou com um declínio modesto nesta terça-feira, apesar do avanço das blue chips Vale e Petrobras, uma vez que permanecem receios com potenciais reflexos econômicos da recente escalada na tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,1%, a 134.035,72 pontos, tendo marcado 135.300,29 pontos na máxima e 133.986,03 pontos na mínima do dia.
O volume financeiro no pregão somou R$18,2 bilhões, abaixo da média diária do mês, de R$21,66 bilhões, que está abaixo da média do ano, de R$24,48 bilhões.
Não houve novidade para apoiar alguma expectativa de mudança no plano norte-americano de tarifar produtos brasileiros em 50% a partir de agosto, mantendo o apetite ao risco reduzido na bolsa paulista, em dia sem sinal único em Wall Street.
"O investidor está de olho ainda nos acontecimentos relacionados à guerra das tarifas", afirmou o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, acrescentando que ainda há um clima de indefinição sobre o tema globalmente.
Em Nova York, o S&P 500 fechou quase estável, com a safra de balanços dos EUA sob os holofotes, bem como possíveis reflexos na nova política comercial norte-americana.
A sessão ainda teve declarações de Trump de que o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, é um "idiota" que manteve as taxas de juros muito altas, mas que ele sairá em oito meses.
De acordo com o analista João Daronco, Suno Research, há também expectativa para a temporada de resultados das empresas brasileiras, que está começando, o que pode explicar uma certa volatilidade em alguns papéis.
No final da tarde, o governo federal apontou necessidade de uma contenção de R$10,7 bilhões nos gastos dos ministérios para cumprir regras fiscais, valor menor do que os R$31,3 bilhões apontados em maio diante de uma melhora de receitas.
DESTAQUES
- VALE ON subiu 2,59% antes de dados de produção e vendas do segundo trimestre da mineradora que serão conhecidos após o fechamento da B3. A valorização foi endossada pelo avanço dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian fechou em alta de 2,49%.
- USIMINAS PNA valorizou-se 5,99%, em sessão positiva para o setor como um todo e tendo no radar o balanço do segundo trimestre na próxima sexta-feira. CSN ON terminou em alta de 7,13% e GERDAU PN fechou com elevação de 1,74%.
- PETROBRAS PN encerrou em alta de 0,97%, mesmo com declínio dos preços do petróleo no exterior, onde o barril do Brent caiu 0,9%. Analistas do JPMorgan afirmaram em relatório que a companhia deve mostrar produção recorde no segundo trimestre. Os dados sairão na próxima semana.
- ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,35%, sem um viés único entre os bancos do Ibovespa. BRADESCO PN e BTG PACTUAL UNIT cederam 0,32% e 0,3%, respectivamente. BANCO DO BRASIL ON subiu 0,15% e SANTANDER BRASIL UNIT fechou com variação positiva de 0,61%.
- VIVARA ON caiu 3,54% após duas altas seguidas, em que somou um ganho de quase 2%. Na última sexta-feira, após o fechamento do mercado, a rede de joalherias anunciou a renúncia de Nelson Kaufman ao cargo de presidente do conselho de administração e nomeação de Marina Kaufman para o assento.
- COPEL PNB recuou 1,76%, tendo como pano de fundo dados operacionais do segundo trimestre mostrando que o consumo de energia elétrica no mercado fio da Copel Distribuição caiu 0,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. O índice do setor elétrico na B3 perdeu 0,7%.
- TOTVS ON caiu 1,07%, após anunciar nesta terça-feira a aquisição da produtora de software Linx, controlada pela StoneCo, por R$3 bilhões. Em Nova York, onde é listada, a STONECO, que também vendeu a SimplesVet para PetLove, fechou em alta de 4,08%.
- FLEURY ON fechou em queda de 0,83%, em sessão marcada por ajustes após disparar 15% na véspera depois de reportagens sobre negociações da empresa de diagnósticos médicos com a rede de hospitais Rede D'Or para unificar os negócios. REDE D'OR ON cedeu 0,91%.
- EMBRAER caiu 0,68%, após a fabricante de aviões divulgar na noite da véspera que sua carteira de pedidos alcançou US$29,7 bilhões ao final do segundo trimestre, maior nível já registrado pela empresa, representando um crescimento de 40% ante o mesmo período do ano anterior.
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