Brasil envia carta aos EUA com pedido de diálogo e manifesta indignação com tarifa
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Por Bernardo Caram
BRASÍLIA (Reuters) -O governo brasileiro enviou carta ao governo norte-americano na terça-feira na qual reafirma um pedido de diálogo sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos e manifesta “indignação” com o anúncio da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de agosto, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A carta brasileira, assinada pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi endereçada ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, informou o ministério em nota nesta quarta-feira.
O documento destaca o “impacto muito negativo” das tarifas sobre setores importantes de ambas as economias e ressalta que o Brasil já havia enviado uma carta às autoridades norte-americanas em maio, após o anúncio inicial de tarifação pelos EUA ao país e a outras nações, acrescentou o MDIC.
"O Brasil permanece pronto para dialogar com as autoridades americanas e negociar uma solução mutuamente aceitável sobre os aspectos comerciais da agenda bilateral, com o objetivo de preservar e aprofundar o relacionamento histórico entre os dois países e mitigar os impactos negativos da elevação de tarifas em nosso comércio bilateral", disse a pasta.
"O governo brasileiro ainda aguarda a resposta dos EUA à sua proposta", disse a pasta, ressaltando que a nova carta enviada nesta semana reitera o interesse do Brasil em receber comentários do governo do presidente Donald Trump sobre o tema.
Enquanto busca contato com as autoridades dos EUA, o governo brasileiro montou um comitê interministerial, presidido por Alckmin, para ouvir setores impactados pela tarifa e avaliar possíveis respostas à medida.
Após uma rodada de conversas na terça-feira com representantes da indústria e do agronegócio, o vice-presidente teve novos encontros nesta quarta com entidades brasileiras e representantes de companhias norte-americanas.
(Por Bernardo Caram, edição de Pedro Fonseca)
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