Ibovespa fecha em queda após se aproximar de recorde; Vale e Petrobras sobem
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta quarta-feira, após superar os 140 mil pontos na primeira etapa do pregão, em dia marcado por performance robusta de Vale e Petrobras, enquanto empresas sensíveis à economia brasileira ocuparam a coluna negativa na esteira da alta nas taxas dos DIs.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, O Ibovespa cedeu 0,36%, a 139.050,93 pontos, após marcar 140.048,83 pontos na máxima do dia, perto do topo histórico intradia de 140.381,93 pontos. Na mínima, recuou a 138.383,54 pontos. O volume financeiro somou R$24,02 bilhões.
Na visão do analista Leandro Ormond, da Aware Investments, há um aumento na aversão a risco, que no Brasil está relacionado ao clima político ainda conturbado, com impasses entre governo e Congresso sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que adicionou incertezas aos mercados.
No exterior, Wall Street fechou com o S&P 500 e o Nasdaq em alta, mas o Dow Jones ficou quase estável, com as atenções voltadas a dados da ADP sobre a criação de vagas de emprego nos Estados Unidos antes do relatório do governo sobre aquele mercado de trabalho, na quinta-feira.
DESTAQUES
- VALE ON avançou 3,64%, favorecida pela alta dos preços futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com alta de 1,69%. A Vale também divulgou redução de sua estimativa de produção de aglomerados de minério de ferro em 2025.
- CSN ON valorizou-se 6,13%, acompanhando o desempenho mais positivo do setor no exterior após a Associação de Ferro e Aço da China propor restringir as exportações de determinados produtos siderúrgicos. USIMINAS PN fechou em alta de 5,37%, GERDAU PN encerrou com acréscimo de 3,13% e CSN MINERAÇÃO ON ganhou 1,82%.
- PETROBRAS PN subiu 1,78%, endossada pelo avanço dos preços do petróleo no exterior, onde o barril do Brent fechou com elevação de 2,98%. Analistas do JPMorgan também elevaram suas previsões para o Ebitda ajustado da Petrobras em 2025 de US$41,383 bilhões para US$41,537 bilhões para refletir os preços do petróleo no segundo trimestre do ano.
- ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,81%, BRADESCO PN recuou 1,82% e SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 3%. BANCO DO BRASIL ON reagiu e subiu 0,37%. Também no Ibovespa, BTG PACTUAL UNIT fechou o dia com declínio de 3,1%.
- SABESP ON perdeu 4,41%, exercendo uma pressão relevante no Ibovespa com ajustes após duas altas seguidas, período em que contabilizou uma valorização de 4,77%, tendo renovado na véspera máximas históricas.
- LOCALIZA ON recuou 5,76%, após três altas seguidas, acompanhando o viés mais negativo de papéis "domésticos". O conselho de administração da empresa de locação de veículos e gestão de frotas também aprovou na véspera submissão a acionistas em assembleia em 1º de agosto de 2025 do plano de incorporação da sua subsidiária Locamerica.
- ASSAÍ ON desabou 7,52%, alinhada ao movimento das ações de empresas com foco na economia local, enquanto GPA ON avançou 0,32%. O índice de consumo da B3, que inclui papéis de companhias de setores de consumo cíclico, consumo não cíclico e saúde, encerrou o dia em baixa de 2,35%. MAGAZINE LUIZA ON perdeu 6,59%.
- NATURA cedeu 5,65%, no primeiro pregão sob o novo código após consumação da incorporação da Natura&Co pela Natura Cosméticos.
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