Vendas no varejo dos EUA registram queda acentuada em maio
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WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo dos Estados Unidos caíram mais do que o esperado em maio, prejudicadas por um declínio nas compras de veículos, à medida que diminuiu a pressa para evitar aumentos de preços relacionados a tarifas, mas os gastos dos consumidores continuaram sendo sustentados pelo sólido crescimento salarial.
As vendas no varejo recuaram 0,9% no mês passado, após uma queda de 0,1% em abril, em dado revisado para baixo, informou o Departamento de Comércio dos EUA nesta terça-feira.
Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo, que são em sua maioria mercadorias e não são ajustadas pela inflação, cairiam 0,7% após um ganho de 0,1% relatado anteriormente em abril.
As estimativas variavam de uma queda de 1,7% a um aumento de 0,3%. As vendas no mês passado também foram prejudicadas pelas receitas mais baixas nos postos de combustíveis, devido à queda nos preços da gasolina.
As tarifas abrangentes do presidente Donald Trump têm aumentado os temores sobre o crescimento global, restringindo os preços do petróleo, mas as hostilidades entre Israel e o Irã têm elevado os preços novamente. O clima mais frio provavelmente também prejudicou as vendas.
As autoridades do Federal Reserve se prepararam para iniciar uma reunião de dois dias nesta terça-feira. A expectativa é de que o banco central dos EUA mantenha a taxa de juros inalterada na faixa de 4,25% a 4,50%, enquanto os membros monitoram o impacto econômico das tarifas e as tensões no Oriente Médio.
As vendas no varejo, excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação, cresceram 0,4% em maio, após uma queda de 0,1% em abril, em número revisado para cima.
Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da economia, sofreram uma forte desaceleração no primeiro trimestre e podem permanecer moderados no trimestre de abril a junho.
(Por Lucia Mutikani)
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