Minério de ferro cai com plano tarifário de Trump e dados fracos da China
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Por Amy Lv e Lewis Jackson
PEQUIM (Reuters) - Os contratos futuros de minério de ferro caíram para o nível mais baixo em quase dois meses nesta terça-feira, devido a temores de menor demanda provocados pelo plano do presidente Donald Trump de dobrar as tarifas sobre as importações de aço e pelos dados fracos de fábricas na China.
O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com queda de 1,14%, a 695,5 iuanes (US$96,69) a tonelada. No início da sessão, o contrato atingiu o patamar mais baixo desde 10 de abril, em 690,5 iuanes por tonelada.
O minério de ferro de referência para julho na Bolsa de Cingapura recuou 1,13%, para US$94,15 a tonelada, depois de também atingir mais cedo o menor valor desde 10 de abril, a US$93,8.
Trump revelou na sexta-feira um plano para dobrar as tarifas sobre aço e alumínio importados para 50%, aumentando a pressão sobre os produtores globais de aço e elevando as tensões comerciais globais.
Os preços do aço e do alumínio nos EUA subiram na segunda-feira, enquanto as ações de siderúrgicas estrangeiras caíram.
Os mercados chineses ficaram fechados na segunda-feira devido a um feriado.
Apesar de uma pausa de 90 dias, a guerra tarifária em curso entre as duas maiores economias do mundo afetou o setor manufatureiro chinês, obscurecendo as perspectivas de demanda por aço. O setor é agora o maior consumidor de aço do país, superando a infraestrutura e o mercado imobiliário.
A atividade industrial da China encolheu pela primeira vez em oito meses em maio, segundo uma pesquisa do setor privado na terça-feira, depois que dados oficiais relataram uma contração pelo segundo mês.
(Reportagem de Amy Lv e Lewis Jackson)
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