Ibovespa avança com Petrobras em meio a noticiário corporativo intenso; GPA desaba mais de 20%
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa tinha um avanço discreto nesta terça-feira, com Petrobras entre os principais suportes na esteira da alta do petróleo no exterior, enquanto agentes contrabalançavam noticiário corporativo carregado, incluindo dados de produção da Brava Energia e balanços de empresas como Embraer e GPA.
Por volta de 12h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,18%, a 133.734,48 pontos, tendo marcado 134.135,29 pontos na máxima e 133.495,64 pontos na mínima até o momento. O volume financeiro somava R$8,2 bilhões.
De acordo com analistas do Itaú BBA, no relatório Diário do Grafista enviado nesta terça-feira, o Ibovespa mantém a tendência de alta, apesar da realização de lucros iniciada após alguns pregões em que orbitou os 135 mil pontos.
Eles avaliam que o mercado brasileiro -- assim como o norte-americano -- reflete decisão de investidores de realizar lucros antes da "Super Quarta", em um possível movimento de consolidação para buscar novo impulso após as decisões dos bancos centrais ou sinalizar o fim da recente recuperação.
Na quarta-feira, a agenda inclui decisão de política monetária do Federal Reserve, que será conhecida com os pregões no Brasil e nos Estados Unidos abertos, enquanto o Comitê de Política Monetária do Banco Central brasileiro anuncia decisão sobre a Selic após o fechamento do mercado.
Em Wall Street, o S&P 500 cedia 0,45%.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN avançava 1,28%, encontrando suporte na alta do petróleo no exterior para recuperar parte das perdas da véspera, quando fechou com declínio de 3,73%, em uma mínima desde março do ano passado. Na segunda-feira, a Petrobras anunciou novo corte no preço médio de venda de diesel para as distribuidoras, o terceiro desde abril, em 4,7%, para R$3,27 por litro, menor patamar nominal desde agosto de 2023. No exterior, o barril de Brent subia 3,7%.
- BRAVA ENERGIA ON disparava 6,22%, em dia positivo para o setor como um todo com a alta do petróleo no exterior, tendo ainda no radar dados preliminares da produção de abril. A companhia atingiu recorde de produção com uma média de 81,8 kboe/d no período. "Este resultado reflete a evolução da operação offshore, com a melhor produção mensal desde dezembro de 2023 em Papa-Terra e os resultados preliminares dos poços 4H & 5H, a partir de 13 de abril, em Atlanta", afirmou a empresa.
- GPA ON recuava 22,05%, em meio ao balanço do primeiro trimestre, com melhora no resultado operacional, mas novo prejuízo líquido e fluxo de caixa negativo. A dívida líquida/Ebitda ficou em 2,8 vezes. A companhia também elegeu na véspera novos conselheiros nomeados pelo empresário Nelson Tanure e pelo investidor Rafael Ferri, e divulgou que este último reduziu sua participação na varejista de alimentos.
- TIM BRASIL ON valorizava-se 4,08%, após divulgar lucro líquido ajustado de R$810 milhões no primeiro trimestre, salto de 56% sobre o resultado de um ano antes, com altas na receita e no desempenho operacional. A receita líquida cresceu cerca de 5%, para R$6,4 bilhões. O conselho de administração do grupo de telecomunicações também aprovou R$300 milhões em juros sobre capital próprio aos acionistas.
- BB SEGURIDADE ON caía 6,65%, após lucro líquido ajustado de R$1,99 bilhão no primeiro trimestre, expansão de 8,3% ano a ano, mas abaixo de previsões de analistas. Os prêmios emitidos pela Brasilseg recuaram 5,9%, ficando bem longe da expectativa de crescimento de 2% a 7% em 2025. O desempenho de reservas de previdência da Brasilprev (+8,7%) também ficou aquém das estimativas para o ano, de expansão de 12% a 16%.
- EMBRAER ON cedia 0,77%, em meio ao prejuízo líquido ajustado de R$428,5 milhões no primeiro trimestre, acima do resultado negativo de R$63,5 milhões sofrido no mesmo período do ano anterior. O Ebitda somou R$620,6 milhões entre janeiro e o final de março, acima dos R$233,6 milhões de um ano atrás, enquanto a margem no período passou de 5,3% para 9,7%. A companhia reiterou suas previsões de entregas de aviões em 2025.
- VALE ON subia 0,66%, tendo como pano de fundo o fechamento estável dos contratos futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China, com os investidores avaliando as esperanças de alívio das tensões comerciais entre Pequim e Washington de um lado e a divulgação de dados econômicos desfavoráveis da China de outro.
- BRADESCO PN recuava 0,75%, tendo no horizonte o balanço do primeiro trimestre, que será conhecido na quarta-feira, após o fechamento do mercado. ITAÚ UNIBANCO PN, que reporta seu resultado na quinta-feira, também no final o dia, cedia 0,06%. BANCO DO BRASIL ON era negociado com acréscimo de 0,1%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT subia 0,21%.
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