Dólar cai ante real após EUA anunciarem isenção de tarifas sobre eletrônicos
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou a segunda-feira em baixa ante o real, em uma sessão no geral positiva para os ativos de países emergentes como o Brasil, após os Estados Unidos anunciarem isenção tarifária para alguns produtos eletrônicos, incluindo os vendidos pela China.
A moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 0,30%, aos R$5,8520, na segunda sessão consecutiva de queda. Em abril, porém, a divisa acumula elevação de 2,54%.
Às 17h08 na B3 o dólar para maio -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,28%, aos R$5,8660.
No fim de semana os EUA divulgaram uma lista de produtos que receberão isenções tarifárias, entre eles smartphones, computadores e outros eletrônicos fornecidos em grande parte pela China. Com isso estes produtos chineses serão poupados da tarifa recíproca de 125% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O anúncio de isenção foi bem recebido pelo mercado, já que os smartphones representaram a principal importação pelos EUA da China em 2024, totalizando US$41,7 bilhões. Os laptops chineses ficaram em segundo lugar, com US$33,1 bilhões.
O efeito positivo nos mercados ocorreu a despeito de o próprio Trump afirmar no domingo que anunciará brevemente uma taxa tarifária sobre semicondutores importados, acrescentando que haverá flexibilidade com algumas empresas do setor.
A reação ao alívio tarifário anunciado pelos Estados Unidos foi positiva, com alta das bolsas ao redor do mundo, recuo dos rendimentos dos títulos públicos e queda do dólar ante a maior parte das divisas, incluindo o real.
“Trump tirou um pouco da pressão do setor de celulares, deu uma acalmada. As bolsas estão trabalhando no positivo e podemos dizer que o dia está um pouco mais calmo”, comentou durante a tarde João Oliveira, head da Mesa de Operações do Banco Moneycorp, ao justificar o recuo do dólar ante o real.
Pela manhã, quando o movimento foi mais intenso, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,8286 (-0,70%) às 11h05, para depois chegar a oscilar em alta no início da tarde, atingindo a máxima de R$5,8762 (+0,11%) às 13h12.
Durante a tarde, porém, a moeda norte-americana voltou a ceder, mais alinhada ao que se via no exterior, onde o dólar caía ante divisas pares do real como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno.
Às 17h15, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,23%, a 99,681.
A queda do dólar ante o real também estava em sintonia com o avanço do Ibovespa e a baixa das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).
Pela manhã o Banco Central vendeu toda a oferta de 20.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de maio de 2025.
Também no início do dia o BC informou que a projeção mediana dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2025 seguiu em R$5,90, conforme o boletim Focus.
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