Dólar recua abaixo de R$5,80 em dia positivo para ativos brasileiros
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SÃO PAULO (Reuters) -O dólar oscilou em margens estreitas e encerrou a quinta-feira em leve baixa ante o real, pouco abaixo dos R$5,80, com as cotações refletindo por um lado as novas ameaças de tarifas pelos Estados Unidos e por outro o fluxo de venda de moeda em níveis mais altos, em um dia de modo geral positivo para os ativos brasileiros.
A moeda norte-americana à vista fechou com leve baixa de 0,19%, aos R$5,7974. Em março, a divisa acumula queda de 2,01%.
Às 17h08 na B3 o dólar para abril -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,09%, aos R$5,8225.
Pela manhã as preocupações giraram novamente em torno da guerra tarifária entre os EUA e alguns de seus principais parceiros comerciais. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que aplicará tarifa de 200% sobre vinhos e outros produtos alcoólicos provenientes da União Europeia, caso o bloco não retire a tarifa sobre o uísque norte-americano.
Na quarta-feira, a Comissão Europeia prometeu impor tarifas contrárias sobre 26 bilhões de euros em produtos norte-americanos a partir do próximo mês, aumentando a guerra comercial em resposta às tarifas norte-americanas sobre aço e alumínio.
A perspectiva de que as tarifas possam encarecer produtos consumidos nos EUA e, com isso, impulsionar a inflação e os juros deu força ao dólar ante boa parte das demais divisas. No Brasil, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,8374 (+0,50%) às 10h23.
Com a cotação em patamares mais altos, alguns agentes aproveitaram para vender a moeda norte-americana, que se reaproximou da estabilidade.
“O mercado sabe que Trump chuta lá para cima as tarifas, depois se senta para negociar. Então, o mercado já aprendeu a reagir ao Trump”, disse durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
Em um dia de forte alta do Ibovespa e de busca dos estrangeiros pela renda fixa brasileira, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,7916 (-0,29%) às 16h52, pouco antes do fechamento. No geral, o ambiente de negócios no Brasil contrastava com o movimento de fuga do risco visto no exterior.
Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,25%, a 103,850.
(Por Fabrício de CastroEdição de Alexandre Caverni e Pedro Fonseca)
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