Minério de ferro cai com novas especulações sobre corte da produção de aço da China
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Por Amy Lv e Lewis Jackson
PEQUIM (Reuters) - Os contratos futuros de minério de ferro foram negociados em baixa nesta quarta-feira depois de registrarem ganhos no início da sessão, com o sentimento do mercado sendo abalado por novas especulações no mercado sobre o plano da China de cortar a produção de aço bruto para controlar o excesso de oferta que assola o setor.
O contrato de maio do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com queda de 0,32%, a 769,5 iuanes (US$106) a tonelada, depois de atingir uma máxima intradiária de 785 iuanes a tonelada no início da sessão.
O minério de ferro de referência para abril na Bolsa de Cingapura caiu 0,8%, para US$99,95 a tonelada, após tocar o valor mais alto desde 3 de março, de US$102,05 a tonelada.
O enfraquecimento ocorreu após especulações do mercado de que os detalhes sobre controle da produção de aço da China foram finalizados e serão divulgados no final desta semana.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, órgão de planejamento estatal chinês, não respondeu a pedido de comentário da Reuters.
O planejador estatal revelou em 5 de março um plano para reduzir a produção de aço bruto este ano, sem especificar detalhes sobre volumes a serem cortados e a partir de quando.
Alguns agentes do mercado especularam que a produção de aço poderia ser cortada em 50 milhões de toneladas este ano.
Uma redução na produção de aço diminuirá o consumo de matérias-primas para a fabricação de aço.
Os preços do minério subiram nas negociações da manhã, já que os investidores apostaram em um aumento na demanda de curto prazo pelo principal ingrediente da fabricação de aço após a conclusão da reunião anual do parlamento da China.
Algumas usinas siderúrgicas que haviam iniciado a manutenção de seus altos-fornos retomaram gradualmente as operações, impulsionadas por margens decentes e sinais de melhora na demanda, disseram analistas da consultoria Mysteel em nota.
(Reportagem de Amy Lv e Lewis Jackson)
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