Tarifas dos EUA podem afetar Brasil em menor intensidade, mas há elevada incerteza, diz Galípolo
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SÃO PAULO (Reuters) - A nova política tarifária dos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump pode afetar o Brasil em menor intensidade comparativamente a outros atores, como o México, por conta da menor conexão comercial que o país tem com a economia norte-americana, disse nesta sexta-feira o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Em evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IEDI), em São Paulo, Galípolo ponderou que a guerra comercial não pode ser tratada como positiva. Ele apontou que a não implementação imediata das tarifas originalmente prometidas por Trump gerou alívio em agentes de mercado.
“Não se trata de dizer que é melhor com tarifa, ao contrário, é dizer que existe um prêmio considerável de incerteza sobre qual vai ser a política e quais serão os impactos. Essa incerteza, em função de ocorrer ou não ocorrer, tem influenciado o preço dos ativos”, disse.
(Por Fabrício Castro)
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