Presidente da Comissão Europeia chega à América Latina para finalizar acordo com Mercosul
![]()
Reuters) - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta quinta-feira que já está na América Latina para finalizar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.
"A linha de chegada do acordo UE-Mercosul está no horizonte. Vamos trabalhar, vamos cruzá-la. A maior parceria de comércio e investimento que o mundo já viu. Ambas as regiões serão beneficiadas", disse von der Leyen em uma publicação no X.
Os países do Mercosul se reunirão em Montevidéu nesta quinta-feira, em meio a sinais de que o bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai usará o evento para anunciar a conclusão do acordo comercial, que seria o maior fechado pela UE em termos de redução de tarifas.
Três fontes envolvidas nas negociações disseram que o acordo foi fechado e que será anunciado na sexta-feira pelos chefes de Estado do Mercosul e por Von der Leyen, depois que ambos os lados conseguiram resolver os detalhes finais sobre questões ambientais e compras governamentais.
"Tudo correu como esperávamos. Chegamos a um acordo que foi suficiente para ambos os lados", disse uma das pessoas, uma fonte sul-americana envolvida nas negociações que pediu para não ser identificada, pois o acordo ainda não é público.
Von der Leyen, que está no início de seu segundo mandato, enfrenta oposição ao acordo no bloco europeu.
Agricultores europeus têm protestado repetidamente contra o acordo, alegando que ele levará a importações baratas de commodities sul-americanas, principalmente carne bovina, que não estaria sujeita aos mesmos padrões de segurança alimentar e ecológica da UE.
A França tem sido a crítica mais veemente do acordo proposto.
Embora distraído por uma crise política após o colapso do governo do primeiro-ministro, Michel Barnier, o gabinete do presidente Emmanuel Macron emitiu uma declaração nesta quinta-feira dizendo que o acordo é "inaceitável".
No entanto, outros membros da UE, como a Alemanha, insistem que o acordo é vital para o bloco, que busca diversificar seu comércio após o quase fechamento do mercado russo e o desconforto com sua dependência da China.
Eles também veem o Mercosul como uma fonte potencialmente confiável de minerais essenciais, como o lítio, necessários para sua transição energética.
Os países da UE como um todo e o Parlamento Europeu teriam que aprovar qualquer acordo comercial finalizado.
Os negociadores sul-americanos continuam otimistas de que a UE acabará dando sua aprovação e que a França não conseguirá reunir uma minoria para bloquear o acordo.
"A UE teve um mandato para negociá-lo nos últimos 20 anos. A ratificação é outro processo; mais tarde, eles mesmos terão que trabalhar nisso", disse uma das fontes.
(Por Philip Blenkinsop em Bruxelas, Lissandra Paraguassu e Lucinda Elliott em Montevidéu)
0 comentário
Wall Street fecha em alta com impulso do setor de tecnologia; investidores ficam de olho em Pequim
Dólar tem correção técnica e fecha abaixo de R$5,00 com cenário político ainda no foco
Ibovespa fecha em alta em dia de recuperação
Taxas dos DIs caem em sessão de ajustes após disparada na véspera por laços de Flávio com Vorcaro
Xi diz a Trump que desentedimento sobre Taiwan pode levar a uma situação "perigosa"
Banco do Brasil aposta em pessoa física para melhorar rentabilidade, com agro ainda pressionado