Preocupação com economia e inflação leva eleitores norte-americanos a votarem em Trump
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Por Dan Burns
(Reuters) - As eleições presidenciais nos Estados Unidos sempre giram em torno da "economia, estúpido", disse o estrategista político de Bill Clinton, James Carville, em 1992.
Para os eleitores que se preocupam mais com a economia do que com outras questões -- e a quase metade que disse estar em situação financeira pior do que há quatro anos -- a escolha para o próximo presidente pareceu ser extremamente clara: o republicano Donald Trump.
Trump se declarou vitorioso na disputa presidencial de terça-feira depois que a Fox News projetou que ele havia derrotado a democrata Kamala Harris após vencer nos Estados da Pensilvânia, Carolina do Norte e Geórgia. Posteriormente a Edison Research também projetou a vitória do republicano.
Cerca de 31% dos eleitores disseram que a economia é sua principal preocupação, ficando em segundo lugar, atrás dos 35% que disseram que o estado da democracia é o mais importante para eles, de acordo com dados de pesquisa de boca de urna da Edison Research.
Os eleitores que identificaram a economia como sua principal preocupação votaram de forma acentuada em Trump em vez de Kamala - 79% a 20%.
Enquanto isso, a inflação alta dos últimos dois anos e o impacto que ela teve sobre as percepções de bem-estar financeiro se destacaram como preocupações claras que também direcionaram os eleitores para Trump.
Mais da metade dos eleitores disse que a inflação lhes causou uma dificuldade moderada no último ano, enquanto quase 25% afirmou que causou uma dificuldade grave.
Os que disseram que a inflação causou uma dificuldade moderada se inclinaram um pouco mais para Trump, 50% a 47%, mas 73% dos que disseram que foi uma dificuldade grave votaram no ex-presidente.
Os dados da pesquisa de boca de urna da Edison mostraram ainda que 45% dos eleitores de todo o país disseram que a situação financeira de suas famílias estava pior hoje do que há quatro anos, em comparação com apenas 20% em 2020. Esses eleitores favoreceram Trump em relação a Kamala por 80% a 17%.
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